Anvisa libera retomada da fábrica da Ypê, mas mantém restrições a produtos suspensos
Agência autoriza funcionamento da unidade em Amparo após nova inspeção, enquanto parte dos lotes segue proibida para venda e uso
Anvisa autoriza retomada das atividades da fábrica da Ypê em São Paulo, mas mantém restrições sobre lotes suspensos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, após uma nova inspeção realizada em conjunto com órgãos de vigilância sanitária. A decisão permite que a unidade volte a operar normalmente.
Segundo a Anvisa, a liberação ocorreu após a constatação de que a empresa adotou medidas corretivas consideradas adequadas para retomar a produção com segurança. A fiscalização contou com participação de equipes estaduais e municipais de vigilância sanitária.
Apesar da autorização para funcionamento da fábrica, a agência manteve restrições sobre parte dos produtos da marca que já haviam sido alvo de medidas sanitárias anteriores.
Continuam suspensos:
- detergentes lava-louças líquidos;
- sabões líquidos para roupas;
- desinfetantes da marca Ypê com lotes identificados pelo final “1”.
A Anvisa esclareceu que esses produtos devem permanecer armazenados e não devem ser utilizados até nova avaliação técnica.
O caso ganhou repercussão nacional após a agência determinar, no início de maio, a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos da marca devido a falhas identificadas no controle de qualidade da unidade industrial.
Entre os problemas apontados pelas autoridades sanitárias estavam irregularidades nos processos produtivos e suspeitas relacionadas à contaminação microbiológica em determinados lotes.
A decisão de liberar a fábrica é vista como um avanço para a retomada das operações da empresa, mas o processo de análise dos lotes anteriormente suspensos continua sob acompanhamento da Anvisa.
Especialistas em vigilância sanitária destacam que medidas desse tipo são adotadas para proteger consumidores e garantir que produtos de limpeza atendam aos padrões de segurança exigidos pelas normas brasileiras.




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