Diagnóstico precoce do diabetes gestacional é fundamental para proteger mãe e bebê
Especialistas reforçam importância do pré-natal e do acompanhamento médico para reduzir riscos durante a gravidez
Especialistas alertam que o diagnóstico precoce do diabetes gestacional reduz riscos e protege a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez. O diabetes gestacional é uma condição que pode surgir durante a gravidez e, muitas vezes, não apresenta sintomas. Por isso, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce, realizado por meio dos exames de rotina do pré-natal, é essencial para proteger a saúde da mãe e do bebê e evitar complicações durante a gestação.
Segundo médicos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência no atendimento a gestantes de alto risco no Distrito Federal, a doença aumenta os riscos de complicações quando não é identificada e tratada a tempo. Entre as possíveis consequências estão parto prematuro, crescimento excessivo do bebê, redução da oxigenação fetal e maior probabilidade de a mãe desenvolver diabetes tipo 2 após a gestação.
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito por meio da glicemia de jejum no início da gravidez e do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como exame da curva glicêmica, realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Embora muitas mulheres não apresentem sintomas, algumas podem perceber sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço intenso, visão embaçada, tonturas e inchaço.
Especialistas explicam que o diabetes gestacional ocorre devido à ação dos hormônios produzidos pela placenta, que aumentam a resistência do organismo à insulina. Quando o pâncreas não consegue compensar essa alteração produzindo insulina suficiente, os níveis de glicose no sangue aumentam.
Entre os principais fatores de risco estão idade materna acima de 35 anos, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, hipertensão durante a gravidez, síndrome dos ovários policísticos e gestação múltipla. Ainda assim, a doença pode surgir em gestantes sem fatores de risco aparentes, tornando o acompanhamento pré-natal indispensável.
Os médicos orientam que hábitos saudáveis ajudam na prevenção e no controle da doença. Alimentação equilibrada, prática de atividades físicas autorizadas pelo obstetra, controle do peso, redução do consumo de açúcar, sono adequado e comparecimento a todas as consultas do pré-natal contribuem para uma gestação mais segura.
No Distrito Federal, gestantes classificadas como de alto risco recebem atendimento especializado no Hospital Regional de Santa Maria. O encaminhamento é feito pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF. Mesmo após o parto, as mulheres diagnosticadas com diabetes gestacional devem continuar sendo acompanhadas, já que apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida.




COMENTÁRIOS