OMS defende calendário vacinal infantil após mudança anunciada por Trump nos Estados Unidos

Organização afirma que recomendações de vacinação são baseadas em décadas de pesquisas científicas e reforça importância da imunização infantil

Agência Brasil
OMS defende calendário vacinal infantil após mudança anunciada por Trump nos Estados Unidos Organização Mundial da Saúde reforça que calendários de vacinação infantil devem seguir critérios científicos após mudanças anunciadas nos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou, nesta terça-feira (11), que os calendários de vacinação infantil devem ser definidos com base em evidências científicas, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva para reduzir o número de vacinas recomendadas para crianças no país.

A medida anunciada pelo governo norte-americano prevê a redução do calendário oficial de imunização infantil de 17 para 11 vacinas, além da recomendação de substituir a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) por aplicações separadas. A decisão gerou questionamentos de entidades médicas e especialistas em saúde pública.

Durante coletiva em Genebra, o porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que as recomendações internacionais seguem um processo rigoroso de avaliação científica, construído ao longo de mais de 60 anos de pesquisas conduzidas por especialistas independentes e autoridades sanitárias de diversos países. Segundo a organização, o cronograma de vacinação leva em consideração fatores como idade, desenvolvimento do sistema imunológico e maior vulnerabilidade a determinadas doenças.

Associações médicas e fabricantes de vacinas também manifestaram preocupação com a mudança. Especialistas afirmam que não existem novas evidências científicas que justifiquem a redução das vacinas recomendadas e alertam que alterações no calendário podem aumentar o risco de atraso na imunização infantil e de retorno de doenças preveníveis.

A OMS reiterou que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes da saúde pública para prevenir surtos e reduzir mortes por doenças infecciosas. A entidade também incentivou os países a manterem seus programas nacionais de imunização baseados nas melhores evidências científicas disponíveis.







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