Casos de dengue caem no Brasil, mas El Niño pode favorecer nova alta da doença

Especialistas alertam que aumento das temperaturas e mudanças no regime de chuvas podem criar condições mais favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti

Metrópoles
Casos de dengue caem no Brasil, mas El Niño pode favorecer nova alta da doença Mesmo com a queda dos casos em 2026, especialistas alertam que o fenômeno El Niño pode favorecer uma nova alta da dengue nos próximos meses.

O Brasil registrou uma queda expressiva nos casos de dengue em 2026, mas especialistas em saúde pública alertam que a chegada do fenômeno El Niño pode favorecer um novo aumento da doença nos próximos meses. A combinação entre temperaturas mais elevadas e alterações no regime de chuvas tende a criar condições ideais para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, até junho deste ano, o país contabilizou cerca de 392,8 mil casos prováveis de dengue, uma redução de aproximadamente 73% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do cenário mais favorável, autoridades sanitárias destacam que a diminuição dos registros não elimina o risco de novos surtos.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que o El Niño pode ampliar a circulação de doenças transmitidas por mosquitos em diversas regiões da América Latina. O fenômeno climático provoca alterações nas chuvas e no calor, favorecendo o acúmulo de água parada e acelerando o ciclo de vida do mosquito vetor. Além da dengue, doenças respiratórias e problemas relacionados ao calor extremo também podem aumentar durante esse período.

Estudos sobre o impacto do clima na transmissão da dengue indicam que as regiões Sul e Sudeste podem ser as mais afetadas por esse novo ciclo climático, embora o risco exista em praticamente todo o território nacional. Especialistas reforçam que o controle da doença depende da eliminação dos criadouros do mosquito durante todo o ano, e não apenas nos períodos de epidemia.

As recomendações permanecem as mesmas: eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas-d'água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente pneus e outros objetos expostos à chuva, além de procurar atendimento médico diante de sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas avermelhadas na pele. A prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar novos surtos da doença.







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