Instituto Veritá acumula decisões judiciais e tem pesquisas suspensas em 14 unidades da Federação

Levantamentos eleitorais foram barrados por tribunais em 13 estados e no Distrito Federal; instituto contesta decisões e afirma que sua metodologia é confiável

Metrópoles
Instituto Veritá acumula decisões judiciais e tem pesquisas suspensas em 14 unidades da Federação Instituto Veritá acumula decisões da Justiça Eleitoral que suspenderam a divulgação de pesquisas em diversos estados por questionamentos metodológicos; empresa contesta as decisões.

O Instituto Veritá enfrenta uma série de questionamentos na Justiça Eleitoral e teve pesquisas suspensas em 13 estados e no Distrito Federal durante o processo eleitoral de 2026. As decisões apontam possíveis irregularidades metodológicas, inconsistências na composição das amostras e, em alguns casos, indícios de fraude nos levantamentos.

Somente na quarta-feira (12), os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Rio Grande do Norte e de Sergipe impediram a divulgação de novas pesquisas do instituto. Entre os motivos citados estão a super-representação de eleitores com renda e escolaridade acima da média da população e falhas na composição estatística das amostras.

Em outras decisões judiciais, magistrados também apontaram problemas como ausência de transparência sobre a seleção dos entrevistados em pesquisas telefônicas, registro de metodologias consideradas genéricas, distribuição geográfica incompatível com o eleitorado e inclusão de candidatos inelegíveis ou inexistentes nos cenários apresentados aos entrevistados. Em um caso analisado no Amazonas, a Justiça mencionou indícios de duplicidade em parte dos registros da amostra utilizada pelo instituto.

Segundo levantamento publicado pelo jornalista Demétrio Vecchioli, o Veritá foi alvo de contestações judiciais em 18 estados neste ano, tendo pesquisas suspensas em pelo menos 14 unidades da Federação.

O proprietário do Instituto Veritá, Adriano Silvoni, rebate as críticas. Em nota, afirmou que a empresa possui metodologia sólida, destacou que muitas decisões foram revertidas na Justiça e sustentou que o instituto mantém um histórico de acertos em eleições anteriores. Segundo ele, diferentes tribunais têm adotado interpretações distintas sobre as regras aplicáveis às pesquisas eleitorais.

As decisões de suspensão dizem respeito a pesquisas específicas e não representam, por si só, um julgamento definitivo sobre a atuação do instituto. Os casos continuam sendo analisados pela Justiça Eleitoral, conforme os recursos apresentados pelas partes envolvidas.






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