Leandro Grass troca vermelho por laranja em peça de campanha do segundo turno no DF
Candidato mantém o número 13, mas aparece sem a estrela do PT em vídeo divulgado durante a disputa contra Celina Leão
Leandro Grass mantém o número 13, mas troca o vermelho pelo laranja em vídeo eleitoral. Estrela do PT não aparece em destaque na peça do segundo turno. O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) adotou uma identidade visual diferente em uma peça de campanha divulgada no segundo turno das eleições de 2026.
No vídeo, Grass aparece diante de um fundo branco. O número 13, tradicionalmente apresentado em vermelho nas campanhas petistas, foi colocado em laranja. A estrela do Partido dos Trabalhadores também não recebe destaque no material.
A mudança chama atenção porque as cores e os símbolos partidários são utilizados para facilitar a identificação dos candidatos. Embora continue filiado ao PT e mantenha o número da legenda, Grass apresenta nessa peça uma comunicação visual menos associada à imagem histórica do partido.
Estratégia busca ampliar eleitorado
A adoção do laranja pode representar uma tentativa de ampliar o diálogo com eleitores que não se identificam com o PT, mas consideram votar no candidato ao governo local. A campanha, entretanto, não apresentou no material uma explicação formal para a escolha da nova cor.
Por isso, não é possível afirmar que a mudança represente um afastamento político do partido ou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A alteração observada é visual e pode fazer parte de uma estratégia específica para o segundo turno.
Grass participou de uma agenda de campanha com Lula em Ceilândia na quinta-feira (9), demonstrando que a vinculação política entre os dois permanece. noticias.uol.com.br
Segundo turno exige conquista de novos votos
Leandro Grass terminou o primeiro turno com 34,47% dos votos válidos. Celina Leão (PP), candidata à reeleição, alcançou 49,93% e ficou próxima de vencer a disputa sem a necessidade de uma nova votação. agenciabrasil.ebc.com.br
A diferença obriga a campanha petista a buscar os eleitores dos candidatos eliminados e, principalmente, tentar conquistar pessoas que votaram em Celina na primeira etapa.
Nesse contexto, uma identidade menos partidária pode ser utilizada para colocar a imagem pessoal do candidato e os temas locais acima da marca do partido. A estratégia também pode tentar diminuir a resistência de eleitores influenciados pelo antipetismo no Distrito Federal.
O desafio é realizar essa ampliação sem perder a identificação com a base tradicional da esquerda, responsável por parte significativa dos votos conquistados no primeiro turno.
Mudança de cores não altera vínculo partidário
O número 13 continua presente na peça e identifica a candidatura de Leandro Grass na urna. A ausência momentânea do vermelho ou da estrela não modifica a filiação partidária, a composição da coligação nem os apoios políticos recebidos.
Campanhas eleitorais costumam adaptar cores, slogans e estilos de comunicação entre o primeiro e o segundo turno. A nova etapa é mais curta, concentra a disputa em apenas dois candidatos e exige uma mensagem capaz de alcançar grupos maiores do eleitorado.
A escolha do laranja pode ganhar relevância caso seja repetida nas próximas publicações. Se aparecer somente em um vídeo, poderá representar apenas uma decisão estética específica. Se for incorporada de forma permanente, indicará uma mudança mais ampla na estratégia de comunicação.
Disputa será marcada pela polarização
A eleição no Distrito Federal coloca frente a frente dois projetos políticos distintos. Celina conta com o apoio do campo conservador e de lideranças ligadas ao bolsonarismo. Grass busca reunir os partidos de esquerda e ampliar sua votação entre eleitores de centro.
Nesse cenário, cores e símbolos deixam de ser apenas elementos gráficos e passam a integrar a estratégia eleitoral. A mudança promovida na peça de Grass mostra uma campanha preocupada em apresentar o candidato para além da identidade tradicional do PT.
Resta saber se a nova aparência conseguirá reduzir a resistência ao partido e converter a estratégia visual em votos suficientes para diminuir a vantagem de Celina.




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