Petrobras destitui diretor após leilão de gás com ágio acima de 100%

Mudança na diretoria ocorre em meio a críticas do governo federal e intensa mobilização pela revisão de política de preços de combustíveis

Agência Brasil
Petrobras destitui diretor após leilão de gás com ágio acima de 100% Petrobras muda liderança após leilão polêmico Alta do gás provoca reação do governo Diretoria estratégica passa por reestruturação

A estatal Petrobras anunciou a destituição do diretor-executivo responsável pela área que gerenciou o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) que registrou um ágio superior a 100% em relação às tabelas internas. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada no início desta semana.

O episódio ganhou repercussão após o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticar duramente a realização do certame. Lula classificou o leilão como inadequado e disse que a empresa agiu em desacordo com as orientações do governo, afirmando que irá rever ou até anular a venda do gás de cozinha para proteger consumidores.

O diretor afastado respondia pela Diretoria de Logística, Comercialização e Mercados, setor-chave da Petrobras responsável por definir a quem e a que preço os combustíveis são vendidos. Para o seu lugar, a estatal nomeou uma nova executiva, que acumulará funções estratégicas até o fim do mandato, previsto para 2027.

Especialistas apontam que a movimentação ocorre em meio a forte pressão pública e política por medidas que contenham a escalada de preços dos derivados de petróleo, especialmente do gás de cozinha, um produto essencial para milhões de famílias brasileiras. Essa disputa de prioridades — entre retornos comerciais e políticas de preços — tem gerado debates intensos no setor.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também intensificou fiscalizações focadas em práticas de formação de preços no setor, como parte da reação institucional após o leilão polêmico. A regulação mira evitar práticas que possam elevar custos para os consumidores de forma desproporcional.

A troca na diretoria da Petrobras reflete, assim, um momento de ajustes na governança da empresa, que busca conciliar sua atuação no mercado global de energia com o papel de estatal que responde a diretrizes de política pública. A pressão por preços mais acessíveis e maior coordenação com o governo deve continuar no centro das discussões sobre combustíveis no Brasil.




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