Itaipu deve reduzir tarifa de energia em 2027, garante diretor brasileiro

Negociação com Paraguai avança e pode tornar energia da usina a mais barata do país

Agência Brasil
Itaipu deve reduzir tarifa de energia em 2027, garante diretor brasileiro Tarifa de Itaipu pode cair em 2027 e se tornar a menor do Brasil. Negociação com Paraguai avança e impacta diretamente o bolso do consumidor.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, afirmou que a tarifa de energia da usina deverá cair a partir de 2027, podendo se tornar a mais baixa do Brasil. A declaração ocorre em meio às negociações entre Brasil e Paraguai para revisão do acordo que define os custos da produção energética.

Segundo Verri, a expectativa é que a nova tarifa passe a considerar apenas os custos operacionais da usina, ficando entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês, valor significativamente menor do que o praticado atualmente.

Revisão do tratado é decisiva

A mudança depende da revisão do chamado Anexo C do Tratado de Itaipu, que regula as bases financeiras da hidrelétrica. O acordo original previa essa revisão após 50 anos, e as negociações entre os dois países avançam para definir o novo modelo tarifário.

Atualmente, o custo unitário da energia gira em torno de US$ 19,28, mas o valor pago no Brasil é menor devido a subsídios internos da usina, o que torna o modelo atual temporário até o fim de 2026.

Impacto direto no bolso do consumidor

A redução da tarifa pode ter efeito direto no custo da energia elétrica no país. Itaipu responde por cerca de 8% de toda a energia consumida no Brasil, o que torna qualquer alteração tarifária relevante para o sistema nacional.

Além disso, o diretor destacou que energia mais barata é uma política pública essencial, com impacto em toda a cadeia econômica, desde famílias até o setor produtivo.

Interesses diferentes na negociação

Enquanto o Brasil busca reduzir o custo da energia para ampliar o acesso e estimular a economia, o Paraguai defende tarifas mais altas, já que utiliza parte menor da energia gerada e depende da venda do excedente como fonte de receita.

Essa diferença de interesses torna o processo de negociação mais complexo e exige consenso entre os dois países.

Análise: energia mais barata e disputa estratégica

A possível redução da tarifa representa um avanço relevante para o Brasil, especialmente em um cenário de pressão sobre custos e consumo. Se confirmada, a medida pode aliviar contas de energia e fortalecer a competitividade da indústria.

Por outro lado, o desfecho ainda depende de um acordo diplomático sensível. A negociação envolve não apenas números, mas também interesses econômicos e estratégicos de dois países que compartilham uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.




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