Esclerose múltipla é a principal causa de incapacidade neurológica em jovens adultos, alertam especialistas
Diagnóstico precoce pode reduzir sequelas e retardar avanço da doença que afeta principalmente pessoas entre 20 e 40 anos
Esclerose múltipla afeta principalmente jovens adultos e pode causar incapacidade neurológica se não for diagnosticada precocemente. Neste 30 de maio, Dia Mundial da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, especialistas reforçam um alerta importante: a doença é considerada a principal causa de incapacidade neurológica por causas não traumáticas em jovens adultos no mundo. Apesar de ainda não ter cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir significativamente os impactos da enfermidade.
Segundo o neurologista Ronaldo Maciel, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), um dos principais desafios está no tempo necessário para identificar a doença. Em muitos casos, o diagnóstico pode levar entre cinco e sete anos após os primeiros sintomas, permitindo a progressão silenciosa da condição.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. Nela, o próprio sistema imunológico ataca a bainha de mielina, estrutura responsável por proteger e facilitar a transmissão dos impulsos nervosos entre cérebro, medula e corpo.
A enfermidade costuma atingir principalmente adultos jovens, especialmente entre 20 e 40 anos, sendo mais frequente em mulheres. No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a doença.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- fadiga intensa;
- fraqueza muscular;
- alterações visuais;
- formigamentos;
- tremores;
- desequilíbrio;
- dificuldades motoras;
- alterações cognitivas;
- problemas na fala;
- alterações urinárias.
Especialistas alertam que muitos pacientes ignoram os primeiros sinais porque alguns sintomas desaparecem temporariamente após os surtos iniciais, criando uma falsa sensação de melhora.
Embora ainda não exista cura, os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades de controle da doença. Atualmente, medicamentos e terapias conseguem reduzir surtos, controlar inflamações e retardar a progressão da incapacidade neurológica.
O Hospital de Base é considerado referência no tratamento da esclerose múltipla no Centro-Oeste. Apenas em 2025, a unidade realizou aproximadamente 1,2 mil atendimentos relacionados à doença. Os pacientes contam com acompanhamento multiprofissional envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos, oftalmologistas e outras especialidades.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,8 milhões de pessoas vivem com esclerose múltipla no mundo. Dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla apontam que uma pessoa recebe o diagnóstico da doença a cada cinco minutos globalmente.
Especialistas reforçam que a conscientização sobre os sintomas continua sendo uma das principais ferramentas para evitar atrasos no diagnóstico e preservar a qualidade de vida dos pacientes.




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