Regulamentação de carro voador avança com novas regras sobre emissão de ruído

Consulta pública da ANAC estabelece critérios para certificação sonora do eVTOL desenvolvido pela Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer


Regulamentação de carro voador avança com novas regras sobre emissão de ruído Consulta pública da ANAC define critérios de ruído para certificação do Eve 100, aeronave elétrica desenvolvida pela Eve Air Mobility.

A regulamentação dos chamados carros voadores deu mais um passo no Brasil. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) abriu consulta pública para definir os critérios de certificação de ruído do Eve 100, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer. A proposta ficará disponível para contribuições até 8 de agosto.

O documento estabelece os parâmetros técnicos que serão utilizados durante os testes de certificação sonora da aeronave. A intenção é garantir que os futuros veículos de mobilidade aérea urbana operem dentro de níveis aceitáveis de ruído, reduzindo os impactos para moradores das cidades onde o serviço poderá ser implantado.

De acordo com os critérios apresentados, o Eve 100 deverá produzir aproximadamente 15 decibéis quando estiver a cerca de 150 metros de altura, em condições ideais de voo. Esse nível sonoro é comparável ao de um sussurro, característica considerada essencial para a operação em áreas urbanas densamente povoadas.

O avanço regulatório representa uma etapa importante para a certificação da aeronave e para o desenvolvimento da mobilidade aérea urbana no país. Antes de entrar em operação comercial, o veículo ainda precisará cumprir outras exigências relacionadas à segurança, desempenho e certificação operacional estabelecidas pela ANAC e por autoridades internacionais de aviação.

Os eVTOLs utilizam propulsão elétrica e foram projetados para realizar decolagens e pousos na vertical, oferecendo uma alternativa para deslocamentos rápidos em grandes centros urbanos. A expectativa do setor é que essas aeronaves sejam empregadas futuramente no transporte de passageiros e em serviços especializados, como deslocamentos corporativos e atendimento de emergência.


Agência Brasil




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