Olho seco pode se intensificar durante a menopausa e afetar a qualidade de vida
Alterações hormonais favorecem o ressecamento ocular e aumentam sintomas como ardência, irritação e visão embaçada
Queda hormonal durante a menopausa pode reduzir a lubrificação natural dos olhos e favorecer a síndrome do olho seco. A menopausa provoca diversas mudanças no organismo feminino e os olhos também podem ser afetados. A redução dos níveis de estrogênio e outros hormônios interfere na produção e na qualidade das lágrimas, aumentando o risco da síndrome do olho seco, uma condição que pode comprometer o conforto e a qualidade de vida das mulheres.
Os sintomas mais comuns incluem sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão, visão embaçada, sensibilidade à luz e desconforto ao utilizar telas por longos períodos. Em alguns casos, o excesso de lacrimejamento também pode ser um sinal da doença, já que o organismo tenta compensar o ressecamento da superfície ocular.
Especialistas explicam que a diminuição hormonal pode alterar o funcionamento das glândulas responsáveis pela produção da lágrima e da camada oleosa que protege os olhos contra a evaporação. Como consequência, a lubrificação natural fica prejudicada, favorecendo irritações e inflamações na superfície ocular.
O diagnóstico deve ser realizado por um médico oftalmologista, que poderá indicar o tratamento mais adequado para cada paciente. Entre as opções estão colírios lubrificantes, mudanças de hábitos e acompanhamento regular da saúde ocular. A automedicação não é recomendada, pois diferentes tipos de olho seco exigem abordagens específicas.
Além do tratamento, algumas medidas simples ajudam a aliviar os sintomas, como manter boa hidratação, reduzir o tempo contínuo diante de telas, evitar exposição prolongada ao ar-condicionado e ao vento, utilizar óculos de sol em ambientes externos e realizar consultas oftalmológicas periódicas, principalmente durante e após a menopausa.




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