Hospital de Base amplia tratamento menos invasivo para obstruções nas artérias do coração
Nova tecnologia permite tratar casos complexos durante o cateterismo e pode evitar cirurgias cardíacas convencionais
Hospital de Base amplia o tratamento de obstruções nas artérias do coração com tecnologia que possibilita procedimentos menos invasivos. Pacientes com obstruções graves nas artérias do coração passam a contar com uma nova alternativa de tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal. A unidade incorporou um rotablator, equipamento utilizado em procedimentos de alta complexidade para tratar artérias coronárias com intensa calcificação, ampliando as opções para pacientes que antes precisavam passar por cirurgia cardíaca convencional.
A tecnologia é empregada durante o cateterismo e utiliza uma pequena broca de alta precisão para desgastar as placas calcificadas que impedem a realização da angioplastia convencional. Após a remoção da calcificação, o médico consegue implantar o stent e restabelecer o fluxo sanguíneo para o coração de forma menos invasiva.
Segundo especialistas do serviço de Hemodinâmica, o novo equipamento representa um avanço importante para pacientes com doença arterial coronariana avançada. Além de reduzir a necessidade de cirurgias abertas em muitos casos, o procedimento oferece menor tempo de internação, recuperação mais rápida e diminuição dos custos relacionados ao tratamento hospitalar.
O rotablator é indicado principalmente quando a calcificação das artérias é tão intensa que outras técnicas deixam de ser eficazes. A incorporação da tecnologia ocorreu na semana em que é celebrado o Dia do Colesterol, reforçando a importância da prevenção das doenças cardiovasculares por meio do controle do colesterol, da alimentação equilibrada, da prática de atividades físicas e do acompanhamento médico regular.
As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil. Especialistas alertam que fatores como colesterol elevado, hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo aumentam significativamente o risco de obstrução das artérias coronárias e de infarto, tornando o diagnóstico precoce e o acesso a tratamentos modernos fundamentais para salvar vidas.




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