Número de mortos em terremoto na Colômbia sobe para 314
Balanço da tragédia continua aumentando após terremoto de magnitude 7,4; equipes mantêm buscas enquanto país enfrenta destruição e desafio bilionário de reconstrução
Número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia sobe para 314. O país ainda contabiliza os impactos da tragédia e inicia um longo processo de reconstrução. Os prejuízos econômicos podem chegar a US$ 9,6 bilhões. O número de mortos após o forte terremoto que atingiu o oeste da Colômbia subiu para 314, segundo a atualização divulgada nesta quinta-feira (20) pela Agência Brasil. O novo balanço amplia a dimensão de uma das maiores tragédias naturais enfrentadas pelo país nas últimas décadas
O terremoto, de magnitude 7,4, atingiu a região oeste colombiana e provocou destruição em cidades importantes, incluindo Cali e Pereira. Prédios residenciais, casas, hospitais, escolas e estruturas públicas foram atingidos. Nos primeiros dias após o desastre, milhares de pessoas ficaram feridas e centenas foram consideradas desaparecidas.
A dimensão exata das perdas humanas e materiais continua sendo atualizada conforme as equipes conseguem chegar às regiões afetadas e avançam na identificação das vítimas.
Balanço de vítimas continua aumentando
O crescimento do número de mortes ocorre mais de uma semana depois do terremoto.
Nos primeiros dias da operação, equipes de resgate concentraram esforços na localização de sobreviventes entre os escombros. Conforme as horas avançaram, porém, algumas áreas passaram da fase de busca e salvamento para a remoção de destroços.
Em 13 de agosto, autoridades contabilizavam pelo menos 281 mortes, mais de 3,9 mil feridos e centenas de desaparecidos.
O novo balanço de 314 mortos mostra que as consequências humanas da tragédia ainda estão sendo dimensionadas.
Terremoto de magnitude 7,4
O abalo atingiu a Colômbia pouco depois das 7h30 do dia 10 de agosto e afetou principalmente o oeste do país.
A região está inserida em uma área de intensa atividade tectônica. A Colômbia encontra-se próxima dos limites de diferentes placas, condição que contribui para a ocorrência de terremotos.
Segundo análise da Reuters, o terremoto foi do tipo conhecido como strike-slip, associado ao deslocamento horizontal da crosta terrestre. Esse tipo de movimento pode produzir tremores particularmente perigosos para edificações. O episódio foi apontado como o terremoto mais forte registrado na Colômbia neste século.
Prejuízo econômico pode chegar a quase US$ 10 bilhões
Além das perdas humanas, o terremoto provocou um impacto econômico de grandes proporções.
O presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, estimou preliminarmente os prejuízos em aproximadamente 30 trilhões de pesos colombianos, equivalentes a US$ 9,6 bilhões.
Desse montante, cerca de 24,5 trilhões de pesos estariam relacionados a danos em edificações e outros 5,5 trilhões à infraestrutura.
O próprio governo ressalta que os valores ainda são preliminares e poderão aumentar conforme novas regiões forem avaliadas.
Reconstrução será um dos maiores desafios
Passada a fase inicial da emergência, a Colômbia começa a enfrentar outro problema: reconstruir as regiões devastadas.
Hospitais, escolas, moradias e diferentes estruturas precisarão ser recuperados. O governo colombiano anunciou a intenção de estabelecer um fundo emergencial para financiar parte desse processo.
A reconstrução também deverá exigir atenção especial às famílias que perderam suas casas e às comunidades que tiveram serviços essenciais interrompidos.
O desastre representa ainda o primeiro grande teste do governo de De La Espriella, que assumiu a Presidência poucos dias antes do terremoto.
Uma tragédia ainda em evolução
Embora o foco internacional comece gradualmente a migrar do resgate para a reconstrução, a tragédia ainda não pode ser considerada encerrada.
O aumento do número de mortos para 314 demonstra que os balanços permanecem sujeitos a alterações.
Além de contabilizar as vítimas, as autoridades colombianas terão pela frente um longo processo de assistência às famílias, recuperação da infraestrutura e reconstrução das cidades mais afetadas.
A dimensão econômica já é bilionária. A dimensão humana, entretanto, continuará sendo o aspecto mais grave do desastre.




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