Colisão entre micro-ônibus e caminhão deixa 23 mortos na BR-373, no Paraná

Veículo da saúde de Imbituva transportava pacientes e acompanhantes para hospitais da Grande Curitiba; cinco pessoas ficaram feridas e causas da tragédia estão sob investigação

Agência Brasil
Colisão entre micro-ônibus e caminhão deixa 23 mortos na BR-373, no Paraná Colisão entre micro-ônibus e caminhão deixou 23 mortos na BR-373, no Paraná. O coletivo transportava pacientes e acompanhantes de Imbituva para hospitais da Grande Curitiba. As causas do acidente continuam sob investigação.

Uma colisão frontal entre um micro-ônibus e um caminhão deixou 23 pessoas mortas e cinco feridas na BR-373, em Ipiranga, na região dos Campos Gerais do Paraná. O acidente ocorreu na madrugada de quarta-feira (19), no km 209 da rodovia, e mobilizou equipes de resgate, perícia e segurança pública.

O micro-ônibus pertencia à Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e transportava pacientes e acompanhantes para atendimentos em hospitais da região metropolitana de Curitiba. Entre os mortos estão 13 mulheres, oito homens e duas crianças. Os motoristas dos dois veículos também morreram.

A tragédia é apontada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) como o acidente rodoviário mais letal registrado no Paraná desde 2021.

Caminhão teria invadido a pista contrária

As causas definitivas ainda dependem da investigação e das perícias. Informações preliminares da PRF e da Polícia Civil indicam, entretanto, que o caminhão teria invadido a faixa contrária antes da colisão com o micro-ônibus.

Segundo as apurações divulgadas até esta quinta-feira (20), não havia condições climáticas adversas no momento do acidente. Uma das hipóteses investigadas é a possibilidade de o motorista do caminhão ter adormecido ao volante, mas isso ainda não está comprovado.

O caminhão seguia em direção a Prudentópolis e estava sem carga. Já o micro-ônibus fazia o trajeto entre Imbituva e hospitais da Grande Curitiba.

Pacientes viajavam em busca de atendimento médico

Um dos aspectos que amplia a comoção em torno da tragédia é justamente a finalidade da viagem.

O veículo municipal levava moradores de Imbituva para consultas, exames e outros atendimentos médicos. Entre os passageiros estavam pacientes e seus acompanhantes.

Cinco sobreviventes foram encaminhados para unidades hospitalares em Ponta Grossa. De acordo com informações divulgadas após o acidente, três deles estavam em estado grave.

A Prefeitura de Imbituva, município com cerca de 30 mil habitantes, decretou luto e mobilizou uma estrutura de atendimento às famílias.

Identificação mobilizou equipes de três cidades

Diante do elevado número de vítimas, a Polícia Científica do Paraná acionou um protocolo internacional específico para situações com múltiplas mortes.

Equipes de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava participaram dos procedimentos de identificação.

A operação foi necessária para garantir segurança e precisão na identificação formal antes da liberação dos corpos às famílias.

Nesta quinta-feira (20), Imbituva realiza velórios das vítimas, incluindo uma estrutura coletiva montada no ginásio municipal. A administração local também disponibilizou apoio psicológico e orientação jurídica aos familiares.

Rodovia ficou interditada por horas

A BR-373 precisou ser completamente interditada durante o trabalho das equipes de emergência e perícia.

O trecho permaneceu bloqueado por aproximadamente sete horas, segundo informações divulgadas após o acidente.

A dimensão da ocorrência exigiu atuação conjunta da PRF, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e concessionária responsável pela rodovia.

Investigação deverá apontar responsabilidades

A prioridade agora é determinar exatamente o que provocou a colisão.

A informação preliminar de que o caminhão teria atravessado para a faixa contrária é um elemento relevante da investigação, mas não permite antecipar uma conclusão sobre responsabilidade.

Perícias nos veículos, informações disponíveis sobre a viagem e demais elementos coletados pelas autoridades deverão compor a investigação.

A tragédia deixa uma cidade inteira de luto e famílias que haviam iniciado uma viagem em busca de atendimento médico diante de uma perda irreparável.

Além do impacto humano imediato, o acidente volta a colocar em evidência uma questão recorrente no Brasil: a segurança nas rodovias e a necessidade de prevenção de colisões graves no transporte intermunicipal e interestadual.




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