Brasil lamenta tragédia no Nepal e na China após avalanche deixar ao menos 157 mortos
Itamaraty manifesta solidariedade às vítimas e informa que, até o momento, não há brasileiros identificados entre os mortos; centenas de pessoas seguem desaparecidas na região do Himalaia
Brasil manifestou solidariedade após desastre no Nepal e no Tibete deixar ao menos 157 mortos. Até agora, não há brasileiros identificados entre as vítimas. O governo brasileiro manifestou pesar nesta quarta-feira (26) pelas mortes provocadas por deslizamentos de terra e inundações que atingiram o Nepal e a Região Autônoma do Tibete, na China. Até o momento, ao menos 157 pessoas morreram, enquanto centenas permanecem desaparecidas.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), não há registro, até agora, de cidadãos brasileiros entre as vítimas identificadas. As representações diplomáticas brasileiras em Katmandu, capital nepalesa, e em Pequim acompanham a situação.
Em nota oficial citada pela Agência Brasil, o governo manifestou solidariedade às famílias atingidas e aos governos e populações dos dois países.
Tragédia atingiu região entre Nepal e Tibete
O desastre ocorreu na região do Himalaia, próximo à fronteira entre Nepal e China.
Uma grande massa de lama, água e rochas atingiu áreas próximas a rios e provocou destruição de casas, estradas, pontes, veículos e instalações de energia. O distrito de Rasuwa, no Nepal, está entre as áreas severamente atingidas.
Do lado chinês, o condado de Gyirong, no Tibete, também sofreu danos. O porto terrestre de Gyirong foi destruído pelo desastre, segundo as informações divulgadas.
Imagens registradas na região mostraram moradores tentando deixar áreas atingidas enquanto a enxurrada avançava.
Centenas de turistas estão desaparecidos
O número de desaparecidos aumenta a preocupação das autoridades.
Dados divulgados nesta quarta apontavam pelo menos 384 turistas desaparecidos, entre eles cidadãos nepaleses e estrangeiros.
Equipes de emergência enfrentam dificuldades para chegar a determinados pontos.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, helicópteros de resgate tiveram dificuldades para pousar em áreas afetadas de Rasuwa devido às condições provocadas pela inundação.
Também existe preocupação com a possibilidade de novas enchentes, levando autoridades a orientar moradores de áreas próximas aos rios a procurarem locais mais elevados.
O que provocou a avalanche?
A causa exata ainda está sendo investigada.
Uma das hipóteses analisadas envolve uma avalanche de gelo e rochas, combinada com o grande volume de água na região. Chuvas também são consideradas entre os fatores associados ao desastre.
Um terremoto de magnitude 4,4 foi registrado aproximadamente sete minutos antes do horário indicado nas imagens de segurança analisadas, segundo informação do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências citada pela Agência Brasil. Ainda não está estabelecido, entretanto, que o tremor tenha provocado diretamente o desastre.
Por isso, atribuir neste momento a tragédia exclusivamente ao terremoto seria precipitado.
Embaixadas brasileiras acompanham situação
Diante da dimensão da tragédia, o Itamaraty informou que mantém acompanhamento por meio das embaixadas brasileiras nos dois países.
Brasileiros em situação de emergência no Nepal podem procurar a representação diplomática do Brasil em Katmandu. Quem estiver na Região Autônoma do Tibete pode buscar assistência da Embaixada brasileira em Pequim.
Até a atualização divulgada pelo governo brasileiro, nenhum cidadão do Brasil havia sido identificado entre as vítimas.
Número de vítimas ainda pode mudar
A situação permanece em desenvolvimento.
Com centenas de desaparecidos e dificuldades para acessar determinadas áreas, os números divulgados nesta quarta-feira ainda podem sofrer alterações conforme avançam as operações de busca e identificação.
A dimensão da tragédia também reforça a vulnerabilidade das comunidades localizadas em regiões montanhosas do Himalaia diante de eventos extremos envolvendo deslizamentos, avalanches e enchentes repentinas.
Por enquanto, equipes de emergência trabalham para localizar desaparecidos e prestar assistência às comunidades afetadas, enquanto autoridades dos dois lados da fronteira avaliam a extensão dos danos.




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