PF prende funcionário da Caixa suspeito de fraude que pode superar R$ 7,6 milhões
Operação Tântalo foi deflagrada nesta quinta-feira na Bahia; investigação apura abertura irregular de contas, inserção de informações falsas, operações de crédito fraudulentas e transferências indevidas
PF prende funcionário da Caixa suspeito de envolvimento em operações fraudulentas que teriam provocado prejuízo superior a R$ 7,6 milhões. A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (10), um funcionário da Caixa Econômica Federal suspeito de utilizar o próprio cargo para realizar operações bancárias fraudulentas. O prejuízo investigado ultrapassa R$ 7,6 milhões, segundo informações divulgadas pela PF.
Batizada de Operação Tântalo, a ação ocorreu em Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia. Além da prisão preventiva, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça Federal.
A investigação tenta esclarecer como as supostas fraudes foram realizadas, para onde foram enviados os recursos e se outras pessoas participaram ou foram beneficiadas pelo esquema.
Cargo teria sido utilizado para viabilizar operações
Segundo a investigação, o funcionário é suspeito de aproveitar o acesso proporcionado por sua função para realizar uma sequência de procedimentos irregulares dentro dos sistemas da instituição financeira.
Entre as condutas investigadas estão abertura irregular de contas bancárias, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, contratação fraudulenta de operações de crédito e transferência indevida de recursos para benefício próprio.
As suspeitas levaram a PF a investigar possíveis crimes contra a administração pública e contra a fé pública.
A prisão é preventiva, portanto não representa condenação. A responsabilidade criminal do investigado dependerá da conclusão das investigações, eventual denúncia do Ministério Público e posterior decisão da Justiça.
Prejuízo passa de R$ 7,6 milhões
A dimensão financeira é um dos principais pontos da investigação. De acordo com a Polícia Federal, os prejuízos atualmente sob apuração superam R$ 7,6 milhões.
O valor ainda está sendo investigado e poderá ser detalhado à medida que a perícia avance sobre documentos, movimentações financeiras e equipamentos recolhidos.
Outra questão considerada essencial é descobrir o destino do dinheiro.
A PF informou que pretende identificar os caminhos percorridos pelos valores supostamente desviados e verificar a existência de eventuais beneficiários além do funcionário investigado.
Equipamentos e documentos são apreendidos
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais.
O conteúdo será submetido à análise pericial. A expectativa dos investigadores é que o material ajude a reconstruir as operações realizadas e permita verificar se houve participação de outras pessoas.
Essa etapa também poderá revelar se os procedimentos investigados estavam concentrados em determinadas contas ou se existiam outros mecanismos utilizados para movimentar os recursos.
Investigação procura possíveis coautores e beneficiários
A operação não encerra o caso. A Polícia Federal informou que as diligências continuarão para esclarecer completamente os fatos.
Entre os próximos objetivos estão a identificação de eventuais coautores, beneficiários e outros crimes que possam estar relacionados às operações investigadas.
A PF também pretende adotar medidas voltadas à recuperação de ativos. Caso os desvios sejam comprovados, a tentativa será localizar patrimônio e recursos que possam contribuir para o ressarcimento dos prejuízos.
Caixa ainda não havia se manifestado
O Metrópoles informou ter procurado a Caixa Econômica Federal para obter posicionamento sobre o caso. Até a atualização da reportagem publicada na manhã desta quinta-feira, a instituição ainda não havia se manifestado.
A apuração deverá esclarecer também quais mecanismos internos foram eventualmente burlados e durante quanto tempo as operações suspeitas teriam ocorrido.
Por enquanto, a PF não divulgou a identidade do funcionário preso nem informou publicamente a existência de outros investigados formalmente identificados.
O caso permanece em andamento e novas informações poderão surgir após a análise dos materiais apreendidos.




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