Usina solar do TSE entra em operação e compensará 100% do consumo anual do Tribunal

Empreendimento instalado em área da Terracap reúne 5.628 painéis e poderá evitar a emissão de 18,5 mil toneladas de dióxido de carbono durante sua vida útil


Usina solar do TSE entra em operação e compensará 100% do consumo anual do Tribunal Usina fotovoltaica com 5.628 painéis compensará integralmente o consumo anual de energia elétrica do TSE.

As Eleições Gerais de 2026 serão realizadas com um novo marco de sustentabilidade no serviço público. Às vésperas do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro, entrou em operação a usina fotovoltaica destinada a compensar integralmente o consumo anual de energia elétrica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Instalado em uma área pública pertencente à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), o empreendimento foi desenvolvido em parceria com a Companhia Energética de Brasília (CEB). A estrutura possui 5.628 módulos fotovoltaicos, distribuídos por aproximadamente nove hectares.

A usina tem potência instalada de 4,024 megawatts-pico, medida que representa a capacidade máxima de produção dos painéis em condições ideais. A geração anual estimada é de 7,7 milhões de quilowatts-hora, volume suficiente para compensar todo o consumo anual de eletricidade do TSE. Tribunal Superior Eleitoral

Geração equivale ao consumo de 1,8 mil residências


A produção prevista seria suficiente para atender aproximadamente 1.830 residências durante um ano, considerando casas com quatro moradores e consumo médio de 350 quilowatts-hora por mês.

O projeto recebeu investimento estimado em R$ 15,8 milhões, financiado pelo Consórcio CEB Par-Terracap. Noticias R7

A geração ocorrerá pelo sistema de compensação de energia. Na prática, a eletricidade produzida pela usina é entregue à rede de distribuição e convertida em créditos utilizados para abater o consumo das unidades vinculadas ao Tribunal.

Isso não significa que todos os equipamentos do TSE serão alimentados diretamente pelos painéis em tempo real. O que será integralmente compensado é o volume anual de energia consumido pelo órgão, por meio da quantidade equivalente produzida pela usina solar.

Redução das emissões de carbono

A estimativa é que o empreendimento evite a emissão de aproximadamente 18,5 mil toneladas de dióxido de carbono ao longo de 30 anos, período projetado para sua vida útil.

Quando são descontadas as emissões associadas à fabricação dos equipamentos, ao transporte, à instalação, à manutenção e ao descarte dos componentes, o benefício ambiental líquido é estimado em cerca de 10,6 mil toneladas de CO₂.

Esse cuidado é importante porque nenhuma tecnologia de geração possui impacto ambiental totalmente nulo. Embora os painéis não emitam gases de efeito estufa durante a produção da eletricidade, sua fabricação e seu ciclo de vida também precisam ser considerados no cálculo.

Segundo as projeções apresentadas pelo empreendimento, a redução de carbono equivale ao benefício ambiental associado ao plantio e crescimento de aproximadamente 176 mil mudas de árvores.

Terreno público ganha finalidade sustentável


A instalação também cria uma nova finalidade para uma área da Terracap que possui limitações para projetos imobiliários convencionais.

Em vez de permanecer subutilizado, o terreno passa a produzir energia renovável e a gerar economia para instituições públicas. A iniciativa associa o aproveitamento do patrimônio do Distrito Federal à redução de despesas com eletricidade e ao cumprimento de metas ambientais.

Para que os benefícios sejam confirmados ao longo do tempo, será necessário divulgar periodicamente dados sobre a produção efetiva, os créditos energéticos gerados, os custos de manutenção e a redução comprovada das emissões.

A transparência permitirá verificar se a usina está atingindo a produtividade prevista e se a economia obtida justifica o investimento realizado.

Modelo também atenderá STF e CJF

A usina integra o modelo de geração compartilhada desenvolvido pela Terracap e pela CEB para ampliar o uso de fontes renováveis em instituições públicas.

Além do TSE, o projeto prevê o atendimento ao Supremo Tribunal Federal e ao Conselho da Justiça Federal. O objetivo é transformar áreas públicas com baixo potencial de ocupação convencional em estruturas de produção de energia limpa.

O TSE já possui uma unidade fotovoltaica de aproximadamente 1 MW instalada em sua sede. A produção da nova usina amplia a participação da energia solar e permite alcançar a compensação integral do consumo anual da Corte.

A entrada em operação antes das eleições reforça a presença da sustentabilidade na administração pública. O principal resultado, entretanto, deverá ser medido além do simbolismo eleitoral, considerando a energia efetivamente produzida, a economia financeira e a redução das emissões ao longo das próximas décadas.




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