Celina chega a 54% dos votos válidos e Michelle lidera disputa pelo Senado no DF
Pesquisa Exata OP aponta vantagem de 24 pontos para a governadora sobre Leandro Grass; levantamento também mostra disputa acirrada entre Bia Kicis e Leila do Vôlei pela segunda vaga ao Senado
Celina Leão alcança 53,7% dos votos válidos, enquanto Michelle Bolsonaro lidera a corrida pelas duas vagas do DF no Senado. A governadora Celina Leão (PP) chega à reta final da eleição de 2026 liderando a disputa pelo Governo do Distrito Federal. Pesquisa Exata OP mostra a candidata à reeleição com 53,7% dos votos válidos, percentual arredondado para 54% na apresentação dos resultados.
Leandro Grass (PT) aparece na segunda colocação, com 30,1%, seguido por Paula Belmonte (PSDB), com 9,6%. Kiko Caputo (Novo) registra 4%, Ricardo Cappelli (PSB) tem 2% e Samara Mineiro (UP) aparece com 0,6%.
A diferença entre Celina e Grass é de 23,6 pontos percentuais. Considerando os números arredondados, a vantagem chega a 24 pontos.
Como Celina aparece acima dos 50% dos votos válidos, o levantamento indica possibilidade de vitória no primeiro turno. O resultado, entretanto, representa o cenário encontrado durante o período de entrevistas e não deve ser interpretado como previsão definitiva das urnas.
Celina avança na pesquisa espontânea
A liderança da governadora também aparece na pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistado responde sem receber previamente uma lista com os nomes dos candidatos.
Celina passou de 29,8% para 37,8%, crescimento nominal de oito pontos percentuais em relação à rodada anterior. Grass avançou de 19% para 20,9%.
Ao mesmo tempo, a parcela de eleitores indecisos caiu de 30,2% para 26,2%. A redução indica que parte do eleitorado começou a definir o voto nos últimos dias da campanha, embora ainda exista um contingente capaz de influenciar o resultado.
O avanço de Celina na espontânea merece atenção porque esse indicador mede a lembrança imediata e o grau de consolidação das candidaturas. Ainda assim, comparações entre rodadas precisam considerar a margem de erro e eventuais diferenças metodológicas.
Michelle Bolsonaro lidera disputa pelo Senado
Na corrida pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança quando os entrevistados indicam a primeira opção de voto.
Michelle registra 44%, mais que o dobro dos 20,2% alcançados por Erika Kokay (PT). Leila do Vôlei (PDT) aparece com 15,6%, enquanto Bia Kicis (PL) registra 5,5%.
O cenário muda quando são consideradas conjuntamente a primeira e a segunda opção dos eleitores. Na média apresentada pelo instituto, Michelle permanece na liderança, com 25,3%, mas Bia Kicis sobe para 19,4%.
Leila do Vôlei aparece logo depois, com 18,5%, enquanto Erika Kokay registra 15,8%.
Segunda vaga permanece indefinida
A diferença entre Bia Kicis e Leila do Vôlei é de apenas 0,9 ponto percentual nesse indicador. Como a margem de erro da pesquisa é de 1,7 ponto percentual, as duas estão tecnicamente empatadas.
O resultado sugere que Michelle possui a candidatura mais consolidada entre os nomes apresentados, mas a definição da segunda vaga permanece aberta. A posição de Bia melhora quando o segundo voto é incorporado, enquanto Leila demonstra competitividade tanto na primeira escolha quanto no resultado combinado.
Na eleição para o Senado em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Por esse motivo, a leitura desse cenário deve considerar separadamente o primeiro voto, o segundo voto e a soma ou média das indicações. Comparar diretamente percentuais produzidos por metodologias diferentes pode levar a conclusões equivocadas.
Pesquisa ouviu 4 mil eleitores
A Exata OP entrevistou presencialmente 4 mil eleitores entre 30 de setembro e 2 de outubro. A margem de erro informada é de 1,7 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O tamanho da amostra contribui para uma margem de erro menor, mas não elimina fatores como indecisão, abstenção, mudança de voto e diferenças entre a intenção declarada e a escolha feita na urna.
Atenção editorial: o material enviado não informa o número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral, nem quem contratou o levantamento. Esses dados devem ser acrescentados antes da publicação. Em período eleitoral, a divulgação de pesquisa sem as informações obrigatórias pode gerar questionamentos jurídicos.




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