Trump chama desempenho de Flávio Bolsonaro de “grande vitória” no primeiro turno

Presidente dos Estados Unidos afirma que disputa contra Lula será acirrada e elogia rapidez da apuração brasileira

Metrópoles
Trump chama desempenho de Flávio Bolsonaro de “grande vitória” no primeiro turno Donald Trump classifica o desempenho de Flávio Bolsonaro como uma grande vitória e prevê segundo turno acirrado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como uma “grande vitória” o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial brasileira. A declaração foi feita nesta segunda-feira (5), durante uma conversa com jornalistas na saída da Casa Branca.

Questionado sobre o resultado das urnas, Trump afirmou ter ficado impressionado com o desempenho do candidato brasileiro.

“Foi uma grande vitória, muito apertada, mas uma grande vitória. Incrível”, declarou o presidente norte-americano.

Trump também avaliou que o segundo turno entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ser bastante disputado. www1.folha.uol.com.br

Flávio terminou na frente

Flávio Bolsonaro encerrou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, equivalente a mais de 56,1 milhões de votos. Lula recebeu 45,16%, com aproximadamente 53,8 milhões.

A diferença entre os dois candidatos foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Como nenhum deles alcançou mais de 50% dos votos válidos, a Presidência será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O resultado contrariou parte das pesquisas eleitorais divulgadas antes da votação, que indicavam vantagem de Lula ou um cenário mais favorável ao atual presidente.

Trump elogia apuração brasileira

Antes de comentar diretamente o desempenho de Flávio, Trump utilizou sua conta na rede social Truth Social para destacar a rapidez da contagem dos votos no Brasil.

O presidente norte-americano ressaltou que aproximadamente 125 milhões de brasileiros participaram da eleição e que o resultado foi divulgado poucas horas após o fechamento das urnas.

Trump comparou o sistema brasileiro com o processo eleitoral dos Estados Unidos, onde a contagem pode demorar vários dias, especialmente nos estados que recebem grande quantidade de votos enviados pelo correio.

Ao fazer a comparação, o republicano voltou a lançar acusações sem provas contra cidades e estados governados por democratas. noticias.uol.com.br

Declaração pode repercutir no segundo turno

Até a realização do primeiro turno, Trump evitava manifestar apoio público e direto a Flávio Bolsonaro. Questionado poucos dias antes da eleição, o presidente dos Estados Unidos havia respondido apenas que acompanhava a disputa brasileira “muito de perto”.

A nova declaração representa uma mudança de tom, embora Trump não tenha anunciado formalmente apoio à candidatura do PL.

Segundo integrantes próximos à campanha de Flávio, a manifestação não teria sido solicitada pelo candidato brasileiro. O comentário espontâneo poderá ser explorado pela campanha como demonstração de prestígio internacional, mas também poderá alimentar críticas sobre a participação de lideranças estrangeiras no processo eleitoral brasileiro. noticias.uol.com.br

Relação com os Estados Unidos entra no debate

A aproximação entre Trump e a família Bolsonaro não é recente. O presidente norte-americano mantém uma relação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro e já recebeu Flávio e Eduardo Bolsonaro em encontros nos Estados Unidos.

O tema ganha relevância porque as relações diplomáticas entre Brasília e Washington enfrentaram episódios de tensão durante o atual mandato de Lula. Tarifas comerciais, divergências sobre política externa e acusações de interferência eleitoral aumentaram o desgaste entre os dois governos.

Uma eventual vitória de Flávio poderá produzir uma mudança significativa na diplomacia brasileira, com maior aproximação dos Estados Unidos e de governos conservadores.

Lula, por outro lado, deverá utilizar o segundo turno para defender uma política externa independente e questionar qualquer possibilidade de interferência internacional na escolha dos brasileiros.

Elogio não garante apoio eleitoral

Apesar da repercussão, o impacto da declaração de Trump sobre o eleitorado brasileiro ainda é incerto. O presidente norte-americano possui influência entre grupos conservadores, mas também enfrenta rejeição em setores que interpretam manifestações de líderes estrangeiros como interferência política.

A eleição continua aberta. Flávio saiu do primeiro turno com uma vantagem numérica, mas Lula permanece competitivo e busca ampliar alianças com partidos de centro, governadores e candidatos derrotados.

Até 25 de outubro, os dois candidatos deverão intensificar a apresentação de propostas econômicas, buscar novos apoios e disputar os eleitores que votaram em outras candidaturas ou não compareceram ao primeiro turno.




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