Celina acusa PT de “apelar” após cartazes ofensivos aparecerem em paradas de ônibus
Governadora afirma ter sido alvo de campanha difamatória; equipe jurídica acionou autoridades, enquanto adversários negam responsabilidade pelo material
Celina Leão reage a cartazes ofensivos instalados em paradas de ônibus do Distrito Federal. Governadora acusa o PT, que nega participação na produção do material. A disputa pelo Governo do Distrito Federal ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (8), após a governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), criticar a instalação de cartazes com acusações contra ela em paradas de ônibus de Brasília.
Ao comentar o episódio, Celina afirmou que “o PT apelou” e classificou a iniciativa como uma tentativa de atingir sua imagem durante o segundo turno. Os materiais encontrados em espaços públicos chamavam a governadora de “corrupta” e apresentavam a expressão “Vote conscien13”, numa referência indireta ao número eleitoral do Partido dos Trabalhadores.
Apesar da associação visual, até o momento não foi apresentada comprovação pública de que o PT, a campanha de Leandro Grass ou dirigentes partidários tenham produzido ou autorizado a instalação dos cartazes. A legenda e o candidato negam responsabilidade pelo material.
Campanha aciona Justiça Eleitoral e polícia
A equipe jurídica de Celina apresentou uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e registrou uma queixa-crime. O pedido encaminhado à Justiça Eleitoral solicita a retirada imediata dos cartazes e a adoção de medidas para impedir a circulação de materiais semelhantes.
Os advogados sustentam que houve ataque à honra da governadora, uma vez que a palavra utilizada nos cartazes atribuiria a ela uma conduta criminosa. Também questionam o caráter anônimo da divulgação e a utilização de paradas de ônibus, consideradas bens públicos para fins de aplicação das regras eleitorais. metropoles.com
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga dois homens suspeitos de afixar os cartazes em uma parada de ônibus de Sobradinho. Imagens teriam registrado a atuação da dupla durante a noite de terça-feira (6). metropoles.com
Celina endurece discurso no segundo turno
A governadora declarou que ataques pessoais não substituirão a apresentação de propostas para áreas como saúde, segurança, transporte público e geração de empregos. A reação sinaliza que a campanha pretende responder judicial e politicamente às acusações divulgadas durante o segundo turno.
Celina e Leandro Grass disputam o comando do Palácio do Buriti depois de liderarem a votação de 4 de outubro. A governadora recebeu 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos votos válidos. Grass alcançou 569.930 votos, ou 34,47%. A decisão ocorrerá em 25 de outubro. Tribunal Superior Eleitoral
Com uma diferença superior a 255 mil votos, o candidato petista iniciou o segundo turno tentando ampliar sua base política e atrair antigos adversários. Grass informou que procurou candidatos derrotados para discutir possíveis alianças. Brasília Mobilidade
Autoria dos cartazes ainda precisa ser esclarecida
A presença do número 13 e a linguagem favorável ao voto na oposição alimentaram a acusação feita por Celina, mas não são suficientes, isoladamente, para comprovar a autoria do material.
A investigação deverá identificar quem produziu, financiou e instalou os cartazes. Até que existam provas ou uma decisão das autoridades competentes, a responsabilidade atribuída ao PT deve ser tratada como uma acusação da campanha de Celina, e não como fato confirmado.
O episódio aumenta a tensão do segundo turno e reforça a necessidade de fiscalização da propaganda eleitoral. Críticas a governos e candidatos fazem parte do debate democrático, mas devem respeitar a legislação, apresentar responsáveis identificáveis e evitar acusações criminosas sem comprovação.




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