Celina Leão destaca ampliação da rede de proteção e autonomia das mulheres no Distrito Federal
Candidata à reeleição cita programas de enfrentamento à violência, aluguel social, atendimento especializado e ferramentas digitais
Celina Leão apresenta programas de proteção, moradia e autonomia destinados às mulheres do DF. A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), apresentou nesta quinta-feira (8) um balanço das políticas voltadas à proteção das mulheres e afirmou que pretende ampliar a estrutura de enfrentamento à violência de gênero.
Entre as iniciativas destacadas estão o Programa Viva Flor, o Aluguel Social para vítimas de violência doméstica, os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceams), a Casa da Mulher Brasileira e o aplicativo Mulher Segura DF.
Segundo Celina, a rede distrital passou de 14 para 31 equipamentos públicos dedicados ao atendimento feminino. A candidata também mencionou a implantação de novas estruturas integradas e a criação de uma ferramenta digital que reúne informações sobre os serviços disponíveis.
“Agora temos um aplicativo que junta todos esses programas, que se chama Mulher Segura DF”, declarou a governadora.
Moradia para vítimas de violência
O Aluguel Social oferece R$ 600 mensais às mulheres vítimas de violência doméstica que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade econômica e social.
O benefício é inicialmente concedido por seis meses, com possibilidade de prorrogação, conforme avaliação e cumprimento das regras do programa. A finalidade é garantir uma alternativa de moradia segura para mulheres que precisam deixar a residência compartilhada com o agressor ou não possuem condições financeiras para manter outro imóvel. mulher.df.gov.br
A concessão exige que a beneficiária resida no Distrito Federal e esteja sendo acompanhada por algum equipamento da rede de proteção. A política foi regulamentada por normas distritais que estabelecem critérios de acesso e acompanhamento. SINJ-DF
Viva Flor permite acionamento prioritário da polícia
Celina também destacou o Viva Flor, programa destinado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar classificadas em situação de risco extremo.
A iniciativa utiliza um Dispositivo de Proteção Preventiva com tecnologia de georreferenciamento. Em uma emergência, a mulher pode solicitar auxílio e receber atendimento prioritário da Polícia Militar.
“Eu nunca perdi nenhuma mulher monitorada pelo nosso programa Viva Flor”, afirmou Celina.
A declaração foi apresentada pela candidata durante a campanha. O dado precisaria ser acompanhado da série histórica completa do programa para permitir uma avaliação independente dos resultados. Em 2025, aproximadamente 1.540 mulheres foram monitoradas por tecnologias da Secretaria de Segurança Pública, e 27 homens foram presos por descumprimento de medidas estabelecidas pela Justiça, segundo relatório oficial. Secretaria de Estado de Segurança Pública

Atendimento psicológico, social e jurídico
O Distrito Federal mantém unidades dos Centros Especializados de Atendimento à Mulher. Os espaços prestam acolhimento e acompanhamento interdisciplinar, com atendimento psicológico, social, pedagógico e orientação sobre direitos.
A estrutura administrativa da Secretaria da Mulher registra quatro unidades de Ceam, além da Casa da Mulher Brasileira, das unidades de atendimento às famílias e autores de violência doméstica e da Casa Abrigo. Secretaria de Estado da Mulher
A Casa da Mulher Brasileira reúne diferentes serviços em um único local, com acolhimento, triagem, atendimento psicossocial, alojamento temporário e iniciativas de qualificação profissional e autonomia econômica.
Atualmente, a documentação institucional consultada identifica a unidade de Ceilândia. O governo também anunciou projetos para novas estruturas no Sol Nascente, São Sebastião, Recanto das Emas e Sobradinho II. Parte desses equipamentos passou a ser apresentada como centro de referência de atendimento à mulher. cl.df.gov.br
Por isso, a afirmação de que foram criadas quatro Casas da Mulher Brasileira precisa ser apresentada com cautela: há diferença entre unidades projetadas, obras em andamento e equipamentos efetivamente inaugurados e em funcionamento.
Tecnologia e autonomia econômica

Além da resposta emergencial, a política de promoção das mulheres inclui qualificação profissional, empreendedorismo, atendimento às moradoras das áreas rurais e formação de lideranças.
O desafio para a próxima gestão será demonstrar não apenas o crescimento nominal da rede, mas também a capacidade de atendimento, a distribuição regional, o orçamento, o número de profissionais e os resultados alcançados por cada programa.
A ampliação física dos equipamentos representa um avanço importante, mas sua efetividade depende de funcionamento contínuo, equipes multidisciplinares, integração com as forças de segurança e acesso rápido por mulheres das diferentes regiões administrativas.




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