Paralisação de professores no DF provoca embate entre Celina Leão e sindicato às vésperas da eleição
Paralisação de professores no DF provoca embate entre Celina Leão e sindicato às vésperas da eleição
A paralisação dos professores da rede pública do Distrito Federal, marcada para esta quarta-feira (21), intensificou o embate entre a governadora Celina Leão (PP) e o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), a quatro dias do segundo turno das eleições. A mobilização prevê um ato às 9h, na Praça do Buriti, com reivindicações relacionadas à gestão escolar e às condições de trabalho dos profissionais da educação.
Celina questiona a decisão do sindicato de realizar a paralisação tão perto da votação de domingo (25) e avalia que o movimento tem motivação política e ideológica. A governadora afirma que reivindicações anteriormente apresentadas pela categoria foram atendidas e destaca a substituição de mais de 3 mil profissionais temporários por servidores efetivos, além da recomposição salarial para diretores e vice-diretores.
O Sinpro-DF, por sua vez, acusa o governo de restringir o diálogo com os profissionais e aponta problemas como superlotação das salas, dificuldades na educação inclusiva, falta de estrutura e questionamentos sobre o planejamento pedagógico. A entidade também cobra avanços nas discussões sobre o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento.
Com a eleição se aproximando, a mobilização acrescenta um novo capítulo à disputa política no Distrito Federal. Enquanto Celina critica o momento escolhido para o protesto, o candidato Leandro Grass (PT) defende o direito dos trabalhadores de se organizar e reivindicar melhorias. Para estudantes e famílias, o impacto imediato é a possibilidade de suspensão das aulas, com reposição a ser tratada conforme o calendário escolar e as orientações da Secretaria de Educação.




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