Segundo suspeito de matar casal em Ceilândia é identificado após denúncia de motorista
Tancredo Pereira da Silva foi filmado chegando à casa das vítimas minutos antes de deixar o endereço; ele nega envolvimento no duplo homicídio
Segundo suspeito foi filmado chegando à casa do casal morto em Ceilândia. Motorista de aplicativo entregou informações e gravações à Polícia Civil. A investigação sobre a morte do casal encontrado baleado dentro de uma residência na QNM 22, em Ceilândia, ganhou novos elementos após a prisão do segundo suspeito, identificado como Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Tancredo teria sido levado até o endereço das vítimas por um motorista de aplicativo. O condutor procurou a polícia e entregou informações que contribuíram para a identificação do passageiro.
Tancredo foi preso na quarta-feira (14). Ele é investigado por possível participação nas mortes do cantor Arlandson de Sousa Alves, conhecido como Alan Tons, e de Larissa Rodrigues de Paula. metropoles.com
As idades das vítimas aparecem de maneira divergente nas reportagens consultadas. Alguns veículos informam 26 e 23 anos; outros publicaram 34 e 24 anos. Por isso, os números precisam ser confirmados oficialmente pela PCDF.
Câmeras registraram chegada e saída
Imagens de câmeras de segurança mostram Tancredo chegando ao endereço do casal por volta das 2h48. Ele teria caminhado em direção à quitinete onde as vítimas moravam e deixado o local às 2h51.
O intervalo registrado é curto, mas coincide com o período investigado pela polícia. As imagens demonstram a presença do suspeito no endereço, porém ainda precisarão ser analisadas em conjunto com perícias, depoimentos e outros elementos para definir o que ocorreu dentro da residência.
O motorista de aplicativo declarou que Tancredo estava armado durante a corrida. Segundo o relato, o passageiro teria mostrado uma arma e mencionado a suspeita de que Alan estaria interessado em sua esposa.
A polícia também recebeu gravações feitas durante o deslocamento. Uma delas teria registrado ruídos semelhantes a disparos, informação que ainda depende de confirmação técnica por meio de perícia. noticias.uol.com.br
Nenhuma arma foi encontrada
A polícia realizou buscas na residência de Tancredo, mas não encontrou uma arma. O investigado negou participação nas mortes.
A ausência do armamento no imóvel não encerra a apuração, mas exige que a investigação procure outros elementos capazes de ligar o suspeito aos disparos, como exames balísticos, vestígios, dados telefônicos e a análise integral das imagens.
Uma testemunha também afirmou que João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, primeiro suspeito preso, teria procurado Tancredo anteriormente para buscar uma arma durante uma discussão com Alan. A PCDF investiga se esse armamento pode ter sido utilizado no assassinato.
Relação com o primeiro suspeito
Tancredo teria morado no mesmo loteamento das vítimas e de João Victor, de 22 anos. Os investigadores tentam esclarecer qual era a relação entre os dois suspeitos e se houve participação conjunta no crime.
João Victor é apontado como o primeiro investigado do caso. De acordo com a principal linha policial, ele teria desenvolvido uma rivalidade com o casal depois que Alan interferiu em episódios de violência doméstica envolvendo a companheira do suspeito.
Testemunhas afirmaram que João Victor chegou a ameaçar o casal armado. Ele admitiu que discutiu com Alan, mas negou as ameaças e sustentou que mantinha uma boa relação com as vítimas.
O investigado alegou que estava em uma distribuidora de bebidas e, posteriormente, em um bar no horário do crime. A polícia informou, entretanto, que o relato apresentou contradições. A prisão de João Victor foi convertida em preventiva. noticias.uol.com.br
O que ainda precisa ser esclarecido
A investigação deverá determinar quem efetuou os disparos, qual foi a participação atribuída a cada suspeito e se o crime teve uma única motivação ou resultou de desavenças diferentes.
Também será necessário confirmar a autenticidade e o horário dos áudios apresentados pelo motorista, identificar a origem da possível arma e confrontar as declarações dos investigados com as imagens e os demais vestígios.
Tancredo e João Victor negam envolvimento. Ambos são considerados suspeitos, e a responsabilidade criminal somente poderá ser definida após a conclusão das investigações e do processo judicial.




COMENTÁRIOS