Radioterapia no HRT cresce 259% e reduz fila de pacientes com câncer no DF

Programa do GDF amplia vagas em Taguatinga e acelera tratamentos oncológicos; espera por radioterapia caiu 75% em um ano

Agência Brasília
Radioterapia no HRT cresce 259% e reduz fila de pacientes com câncer no DF Hospital Regional de Taguatinga amplia atendimentos de radioterapia e reduz fila de pacientes com câncer no Distrito Federal.

Os atendimentos de radioterapia no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) registraram crescimento de 259% em 2026, segundo dados divulgados pelo Governo do Distrito Federal. O avanço ocorre após a ampliação das ações do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, criado para acelerar diagnósticos e reduzir o tempo de espera de pacientes oncológicos na rede pública.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o aumento na capacidade operacional permitiu praticamente triplicar a oferta de vagas na unidade de Taguatinga. Como consequência direta, a fila de pacientes aguardando radioterapia no Distrito Federal caiu 75% entre março de 2025 e abril de 2026.

A radioterapia é considerada uma das etapas mais importantes no tratamento contra diversos tipos de câncer. Especialistas alertam que atrasos podem comprometer significativamente as chances de controle da doença, especialmente em tumores mais agressivos.

Nos últimos anos, a demora para início da radioterapia se tornou uma das principais reclamações de pacientes do SUS no DF. Em muitos casos, pessoas aguardavam meses para iniciar o tratamento, cenário que frequentemente gerava agravamento clínico e judicialização da saúde.

O governo atribui a melhora ao reforço das equipes técnicas, reorganização do fluxo hospitalar, ampliação da capacidade dos equipamentos e integração entre unidades da rede pública. O programa também priorizou pacientes considerados de maior urgência clínica.

Apesar da redução expressiva da fila, especialistas da área da oncologia afirmam que o desafio ainda não foi totalmente resolvido. O crescimento dos casos de câncer no país e o envelhecimento populacional aumentam continuamente a demanda por tratamentos de alta complexidade no SUS.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deverá registrar mais de 700 mil novos casos de câncer por ano até 2027, ampliando a pressão sobre hospitais públicos, serviços de diagnóstico e terapias especializadas.

Outro ponto observado por profissionais da saúde é que a redução da fila não depende apenas do número de equipamentos disponíveis, mas também da rapidez no diagnóstico inicial e no encaminhamento dos pacientes para tratamento especializado.

A ampliação dos atendimentos no HRT é vista internamente como uma tentativa do GDF de responder a uma das áreas mais sensíveis da saúde pública: o tratamento oncológico. O tema possui forte impacto social e emocional devido à alta demanda reprimida acumulada nos últimos anos.






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