Operação Compliance Zero completa seis meses e amplia crise envolvendo Banco Master
Investigação da Polícia Federal já teve seis fases, prisões de banqueiros, bloqueios bilionários e avanço sobre políticos e agentes públicos
Operação Compliance Zero completa seis meses com novas prisões, bloqueios bilionários e avanço das investigações sobre o Banco Master. A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, completou seis meses em meio ao avanço das apurações sobre um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso se transformou em uma das maiores crises recentes do sistema financeiro brasileiro.
Deflagrada inicialmente em novembro de 2025, a operação começou com a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e rapidamente evoluiu para investigações que passaram a atingir empresários, operadores financeiros, servidores públicos, integrantes do sistema bancário e nomes ligados ao cenário político nacional.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apuram suspeitas de:
- gestão fraudulenta;
- corrupção;
- lavagem de dinheiro;
- invasão de sistemas;
- manipulação financeira;
- ocultação patrimonial;
- compra de influência política;
- organização criminosa.
Ao longo das seis fases da operação, bilhões de reais em bens e ativos foram bloqueados pela Justiça. Somente na primeira etapa da investigação, a PF bloqueou cerca de R$ 12,2 bilhões ligados ao núcleo investigado.
A terceira fase da Compliance Zero marcou o retorno de Daniel Vorcaro à prisão preventiva. A PF passou a investigar suspeitas de ameaça a testemunhas, monitoramento ilegal e tentativas de interferência nas apurações.
As fases seguintes ampliaram ainda mais o alcance do caso. O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso em abril deste ano sob suspeita de participação em operações financeiras sem lastro e descumprimento de regras de governança bancária.
Mais recentemente, a sexta fase da operação resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, além do cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
As investigações também passaram a atingir figuras políticas. O senador Ciro Nogueira entrou no radar da quinta fase da operação após suspeitas de recebimento de vantagens indevidas e possível uso do mandato parlamentar em favor do grupo investigado.
Outro ponto que elevou a repercussão nacional do caso foi a descoberta de possíveis conexões entre integrantes do Banco Master, servidores públicos e agentes ligados ao sistema financeiro responsável pela fiscalização bancária.
Especialistas avaliam que a Compliance Zero expôs fragilidades graves nos mecanismos de controle interno do sistema financeiro brasileiro, além da proximidade entre interesses privados, agentes públicos e influência política em operações bancárias de alto risco.
O escândalo também reacendeu debates sobre fiscalização do Banco Central, governança bancária e limites da atuação política sobre instituições financeiras públicas e privadas.
Apesar das prisões e do avanço das investigações, os investigados seguem sem condenação definitiva. O caso continua sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
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