PF investiga instituto de previdência de Cajamar por suspeita de gestão temerária

Operação apura aplicação de R$ 107 milhões em investimentos de alto risco ligados ao Banco Master; Justiça determinou buscas e bloqueio de bens

Agência Brasil
PF investiga instituto de previdência de Cajamar por suspeita de gestão temerária Polícia Federal investiga suspeitas de gestão temerária em instituto de previdência de Cajamar após aplicações milionárias em investimentos de risco.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar suspeitas de gestão temerária envolvendo recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, no interior de São Paulo. A apuração mira aplicações financeiras consideradas de alto risco que podem ter colocado em risco recursos da aposentadoria de servidores públicos municipais.

Segundo as investigações, cerca de R$ 107 milhões foram investidos em Letras Financeiras emitidas por bancos privados, incluindo o Banco Master. A PF suspeita que as movimentações realizadas entre 2023 e 2024 violaram critérios de segurança e prudência exigidos na administração de fundos previdenciários públicos.

A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar, Boituva e São Paulo. A Justiça Federal também autorizou medidas cautelares como afastamento de função pública e indisponibilidade de bens dos investigados. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Entre os investigados estão ex-dirigentes do instituto previdenciário municipal responsáveis pelas autorizações dos investimentos. A PF apura o papel de gestores que ocupavam cargos estratégicos na administração do fundo durante as operações financeiras investigadas.

De acordo com investigadores, aproximadamente R$ 87 milhões teriam sido direcionados especificamente para letras financeiras ligadas ao Banco Master. Parte dos valores aplicados teria sido perdida após problemas envolvendo a instituição financeira investigada em outras operações recentes da PF.

O nome “Off-Balance” faz referência ao desequilíbrio entre a obrigação de cautela na administração de recursos previdenciários e a adoção de investimentos considerados arriscados para um fundo público de aposentadoria.

O caso amplia a pressão sobre o sistema de previdência pública municipal e reacende discussões sobre fiscalização de fundos previdenciários administrados por municípios brasileiros. Especialistas alertam que aplicações de alto risco em recursos previdenciários podem comprometer diretamente aposentadorias futuras de servidores públicos.

As investigações também aumentam o cerco em torno de operações financeiras ligadas ao Banco Master, instituição que já aparece em outras apurações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal nos últimos meses.

Até o momento, os investigados não foram condenados e o caso segue em fase de investigação.








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