“O BRB ficou de pé”, afirma sindicalista após acordo validado no STF
Cristiano Severo diz que clima de medo e insegurança deu lugar ao alívio entre empregados e aposentados do banco
Sindicalista Cristiano Severo relata pressão, adoecimento de servidores e cobra responsabilização após crise envolvendo operações no BRB. A aprovação do acordo de capitalização do Banco de Brasília (BRB) no Supremo Tribunal Federal (STF) repercutiu fortemente entre funcionários, aposentados e clientes da instituição financeira. Durante entrevista ao programa *Vozes da Comunidade*, no quadro *Sabatinão*, o bancário, servidor do BRB e sindicalista Cristiano Severo afirmou que a decisão trouxe alívio para milhares de trabalhadores que viviam um cenário de insegurança e instabilidade.
Segundo Cristiano, a confirmação do acordo representa não apenas uma vitória institucional, mas também uma resposta emocional para empregados que temiam impactos profundos sobre empregos, previdência e plano de saúde.
“O semblante do empregado mudou. O choro virou sorriso. As pessoas estavam angustiadas, com medo de perder a condição de levar o pão para dentro de casa”, declarou.
“O BRB é patrimônio do Distrito Federal”
Durante a entrevista, Cristiano destacou a importância econômica e social do BRB para o Distrito Federal. Segundo ele, o banco possui milhares de empregados da ativa e aposentados que construíram uma trajetória de dedicação à população brasiliense.
O sindicalista afirmou ainda que existia forte preocupação diante da possibilidade de descontinuidade da instituição.
“Seria um colapso econômico e social. Isso foi evitado graças a Deus, aos empregados e ao empenho político da governadora Celina Leão”, afirmou.
Ele também criticou discursos políticos que, segundo ele, trataram o tema de forma irresponsável durante o período de instabilidade enfrentado pelo banco.
Assédio moral e adoecimento marcaram gestão anterior
Cristiano Severo relembrou ainda o trabalho realizado pelo Sindicato dos Bancários ao longo dos últimos anos denunciando práticas internas que teriam provocado adoecimento de trabalhadores.
Segundo ele, o sindicato apresentou denúncias robustas relacionadas ao uso de assédio moral como ferramenta de gestão dentro do banco.
“As pessoas adoeceram durante a gestão de Paulo Henrique. O sindicato fez um trabalho essencial desde o início denunciando aquilo que acontecia dentro do BRB”, afirmou.
O sindicalista disse que a recente decisão ajudou a iniciar um processo de reconstrução da confiança interna entre funcionários e clientes.
Clientes voltam a demonstrar confiança no banco
De acordo com Cristiano, após a aprovação do acordo no STF, muitos clientes que cogitavam deixar o banco passaram a reconsiderar a decisão.
“Clientes que diziam que iriam sair do banco agora falam que vão permanecer porque confiam no BRB”, relatou.
Ele afirmou que o principal diferencial histórico da instituição sempre foi o atendimento prestado pelos funcionários.
Clima de alívio toma conta das agências
O entrevistado relatou que percorreu unidades e agências do BRB logo após a confirmação do acordo e encontrou um ambiente completamente diferente daquele vivido nos meses anteriores.
Segundo ele, empregados e aposentados demonstravam sensação de alívio após um longo período de pressão psicológica.
“Eu ouvi de colegas: ‘Cristiano, saiu um peso das nossas costas’. Isso não tem preço”, afirmou.
A entrevista completa foi exibida no programa *Vozes da Comunidade*, durante o quadro *Sabatinão*, que debate temas políticos, econômicos e sociais relevantes para o Distrito Federal.




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