Golpe do QR Code falso faz vítimas e exige atenção redobrada dos consumidores

Criminosos utilizam códigos adulterados em estabelecimentos comerciais, estacionamentos e cobranças digitais para desviar pagamentos e aplicar fraudes financeiras


Golpe do QR Code falso faz vítimas e exige atenção redobrada dos consumidores Criminosos adulteram códigos de pagamento para desviar transferências via Pix e causar prejuízos às vítimas.

O crescimento dos pagamentos instantâneos por Pix trouxe praticidade para milhões de brasileiros, mas também abriu espaço para novas modalidades de fraude. Entre elas, o golpe do QR Code falso tem preocupado autoridades, instituições financeiras e especialistas em segurança digital.

A prática consiste na substituição ou adulteração de códigos QR legítimos por versões criadas por criminosos. Ao realizar o pagamento, a vítima acredita estar transferindo dinheiro para uma empresa ou prestador de serviço, mas os valores são enviados diretamente para contas controladas pelos golpistas.

O golpe tem sido registrado em estacionamentos, restaurantes, eventos, comércios, boletos impressos e até em cobranças enviadas por aplicativos de mensagens. Em muitos casos, a falsificação é tão semelhante à original que passa despercebida pelos consumidores.

Especialistas alertam que antes de concluir qualquer pagamento é fundamental conferir os dados do recebedor exibidos pelo aplicativo bancário. Nome, CPF ou CNPJ devem corresponder exatamente à empresa ou pessoa que receberá o valor.

Outro cuidado importante é evitar pagamentos realizados a partir de adesivos colados sobre placas originais, situação frequentemente utilizada pelos criminosos para substituir QR Codes legítimos.

Além dos prejuízos financeiros, as fraudes digitais têm gerado aumento das ocorrências registradas pelas forças de segurança e órgãos de defesa do consumidor. Bancos e instituições financeiras reforçam que a conferência dos dados do destinatário é uma das formas mais eficazes de evitar esse tipo de golpe.

Autoridades recomendam que vítimas registrem boletim de ocorrência imediatamente e informem a instituição financeira responsável pela transação para tentar rastrear e bloquear os recursos transferidos.

Como se proteger

  • Confira sempre o nome do destinatário antes de concluir o Pix.
  • Desconfie de QR Codes colados sobre placas ou cartazes.
  • Evite realizar pagamentos com pressa.
  • Confirme valores e dados do recebedor.
  • Em caso de suspeita, procure o estabelecimento e peça outro meio de pagamento.









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