Entenda o que é o ciclone-bomba que pode atingir o Sul do Brasil
Fenômeno meteorológico é caracterizado pela rápida queda da pressão atmosférica e pode provocar ventos intensos, temporais e mar agitado
Possível formação de um ciclone-bomba entre Argentina, Uruguai e Sul do Brasil pode provocar temporais, ventos intensos e queda nas temperaturas. Meteorologistas acompanham a possível formação de um ciclone-bomba entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico nos próximos dias. O fenômeno, conhecido tecnicamente como ciclogênese explosiva, ocorre quando um sistema de baixa pressão se intensifica muito rapidamente em cerca de 24 horas, favorecendo a ocorrência de ventos extremamente fortes, chuva intensa e ressaca no litoral.
Apesar do nome, o ciclone-bomba não tem relação com explosões. A expressão faz referência à velocidade com que a pressão atmosférica diminui durante a formação do sistema. Quanto mais rápida essa queda, maior tende a ser a intensidade dos ventos e da instabilidade associada ao fenômeno.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os principais impactos estão previstos entre os dias 6 e 8 de agosto, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão inclui temporais, descargas elétricas, rajadas de vento, possibilidade de granizo e forte agitação marítima. Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deve avançar sobre a Região Sul, provocando queda acentuada das temperaturas.
Os especialistas ressaltam que nem todo ciclone extratropical se transforma em ciclone-bomba. Essa classificação depende da rapidez com que ocorre a intensificação da baixa pressão atmosférica. Quando isso acontece, os efeitos podem ser significativamente mais severos, principalmente nas áreas costeiras e em regiões sujeitas a vendavais.
A orientação para a população é acompanhar os avisos dos órgãos oficiais de meteorologia e da Defesa Civil, evitar deslocamentos durante tempestades intensas, não permanecer sob árvores ou estruturas frágeis durante rajadas de vento e redobrar os cuidados em áreas litorâneas devido ao risco de ressaca e ondas elevadas.




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