Rotary promove Dia das Crianças inclusivo para mais de 200 pessoas no Gama
Ação realizada no Instituto PAS reuniu crianças, famílias e voluntários e reforçou a rede de apoio às pessoas com autismo no Distrito Federal
Mais de 200 pessoas participaram da ação inclusiva do Dia das Crianças no Instituto PAS, no Gama. Evento reuniu famílias, crianças e voluntários em uma manhã de acolhimento. Uma celebração antecipada do Dia das Crianças reuniu mais de 200 pessoas no Instituto PAS, no Setor Central do Gama, na manhã deste sábado (10). A programação promoveu momentos de lazer, integração e acolhimento para crianças, familiares e voluntários.
A iniciativa foi organizada pelo Rotary Club de Brasília O Pioneiro, em parceria com o Rotary Club do Gama. Mais do que oferecer atividades recreativas, a ação buscou ampliar a visibilidade das famílias atípicas e fortalecer a atuação comunitária em defesa da inclusão social.
O encontro contou com a participação de Hamilton Silva, presidente do Rotary Club de Brasília O Pioneiro; Jaime Cardoso, presidente do Rotary Club do Gama; e Leide Araújo, responsável pelo Instituto PAS. DF MOBILIDADE
Instituto acolhe famílias atípicas
O Instituto PAS atua no Gama oferecendo acolhimento e suporte a crianças com transtorno do espectro autista e às suas famílias. A organização nasceu a partir da experiência de uma mãe que identificou a necessidade de construir uma rede de apoio na região. Instituto PAS
Atualmente, aproximadamente 150 crianças com TEA estão vinculadas às atividades desenvolvidas pela instituição. O trabalho envolve não apenas o atendimento infantil, mas também a orientação e o acolhimento dos responsáveis.
Para muitas famílias, a ausência de uma rede de apoio pode aumentar a sobrecarga física, emocional e financeira. Por isso, eventos inclusivos também funcionam como espaços de convivência, troca de experiências e redução do isolamento social.
Mobilização arrecadou recursos
A comemoração foi precedida por uma feijoada beneficente realizada pelo Rotary O Pioneiro em setembro. A mobilização arrecadou recursos destinados às ações sociais e ao apoio prestado pelo Instituto PAS.
Sob a liderança de Hamilton Silva, o clube articulou voluntários e parceiros para contribuir com a estrutura necessária à celebração. O Rotary do Gama, presidido por Jaime Cardoso, também participou da organização e do atendimento às famílias.
A cooperação demonstra como organizações comunitárias podem auxiliar instituições que trabalham diretamente com públicos vulneráveis. No entanto, a manutenção desses serviços não deve depender exclusivamente de campanhas pontuais ou datas comemorativas.
Projetos voltados a crianças com deficiência precisam de financiamento contínuo, profissionais qualificados, espaços acessíveis e articulação permanente com as políticas públicas de saúde, educação e assistência social.
Parcerias fortalecem atendimento no Gama
Leide Araújo destacou a importância das novas parcerias para a continuidade do trabalho. A expectativa é ampliar os encontros de integração e aproximar ainda mais as famílias atendidas.
A administradora regional do Gama, Thábata Almeida, também participou da programação. Durante a visita, reconheceu o trabalho dos voluntários e a trajetória de Leide, cuja experiência com o próprio filho autista contribuiu para a criação da iniciativa.
Segundo as informações apresentadas durante o evento, a administração regional colaborou para viabilizar um espaço de atendimento sem aumentar os custos da instituição.
A cessão ou disponibilização de estrutura física pode aliviar despesas, mas o avanço do atendimento exige acompanhamento público. É necessário garantir que os espaços ofereçam acessibilidade, segurança e condições adequadas para crianças, familiares e profissionais.
Inclusão precisa continuar depois da comemoração
O evento mostrou que o Dia das Crianças pode ir além da entrega de presentes ou da realização de brincadeiras. A comemoração também pode abrir espaço para discutir inclusão, respeito às diferenças e apoio às famílias.
Para crianças autistas, ambientes adaptados e atividades planejadas podem favorecer a participação sem desconsiderar sensibilidades sensoriais, formas diferentes de comunicação e necessidades individuais.
A presença de organizações comunitárias, voluntários e representantes públicos amplia a visibilidade do tema. O resultado mais importante, entretanto, dependerá da continuidade das ações durante todo o ano.




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