Ibovespa supera 208 mil pontos antes do 2º turno
Bolsa encerra o dia próxima da máxima histórica, enquanto dólar recua e investidores acompanham pesquisas eleitorais e possíveis impactos da votação na economia
Ibovespa encerrou o pregão aos 208.296 pontos, próximo da máxima histórica, enquanto o dólar recuou para R$ 5,0188. O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (20) em alta, a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, avançou 1,57% e terminou o pregão aos 208.296 pontos.
Durante as negociações, o índice alcançou 208.942 pontos, aproximando-se do recorde histórico de 209.066 pontos, registrado em 9 de outubro. metropoles.com
O dólar comercial apresentou movimento contrário. A moeda norte-americana caiu 0,58% e encerrou o dia cotada a R$ 5,0188.
Pesquisa eleitoral repercute no mercado
A valorização ocorreu no mesmo dia em que foi divulgada uma nova pesquisa Real Time Big Data sobre a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No levantamento, Flávio aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48%. A diferença está no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 15 e 19 de outubro, por telefone, em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02952/2026.
Embora a divulgação tenha influenciado as expectativas dos investidores, não é possível atribuir o movimento da Bolsa exclusivamente ao cenário eleitoral. O desempenho das ações também depende de juros, inflação, resultados empresariais, preços das commodities e comportamento dos mercados internacionais.
Bolsa se aproxima novamente do recorde
Desde o primeiro turno, o Ibovespa vem operando em patamares elevados. No dia 5 de outubro, o índice havia alcançado 206.911 pontos.
Com o fechamento aos 208.296 pontos, a Bolsa ficou apenas 770 pontos abaixo do recorde histórico registrado neste mês.
A aproximação da máxima demonstra maior procura por ativos brasileiros, mas não elimina os riscos de volatilidade. Em períodos eleitorais, novas pesquisas, declarações dos candidatos e anúncios relacionados à política econômica podem provocar movimentos intensos em ações, dólar e juros futuros.
Investidores avaliam propostas econômicas
Na reta final da campanha, o mercado acompanha principalmente as propostas relacionadas ao controle dos gastos públicos, responsabilidade fiscal, tributação, investimentos, geração de empregos e manutenção de programas sociais.
Também estão no radar as possíveis escolhas para a equipe econômica do próximo governo e a relação do futuro presidente com o Congresso Nacional.
A reação dos investidores não deve ser interpretada automaticamente como apoio político a determinado candidato. O mercado tende a responder às expectativas sobre estabilidade institucional, previsibilidade das contas públicas e capacidade de aprovação de medidas econômicas.
Dólar permanece próximo de R$ 5
Mesmo com a queda registrada no dia, o dólar terminou próximo da marca de R$ 5. A cotação interfere diretamente no custo de produtos importados, combustíveis, medicamentos, equipamentos eletrônicos e matérias-primas usadas pela indústria.
Uma valorização prolongada da moeda norte-americana pode aumentar a pressão sobre a inflação. Por outro lado, a queda do dólar reduz custos de importação, embora também possa afetar empresas exportadoras.
Até a realização do segundo turno, o mercado deverá continuar sensível às pesquisas eleitorais e aos sinais emitidos pelas campanhas. O comportamento definitivo dos ativos, no entanto, dependerá do resultado das urnas e das primeiras definições econômicas apresentadas pelo candidato eleito.




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