Celina encerra campanha com ato na Torre de TV
Candidata à reeleição classificou sua trajetória eleitoral como pacífica e baseada em propostas, apesar de relatar ataques durante a disputa pelo Governo do Distrito Federal
Celina Leão reuniu apoiadores e lideranças conservadoras no último ato de campanha antes do segundo turno no DF. A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), encerrou neste sábado (24) sua agenda pública de campanha antes do segundo turno das Eleições 2026. O último ato foi realizado na região da Torre de TV, no Plano Piloto, e reuniu apoiadores, parlamentares e lideranças conservadoras.
Durante a mobilização, denominada “Bloco do 11 e 22”, Celina fez uma avaliação positiva da campanha e afirmou que priorizou propostas e a apresentação dos resultados obtidos nos primeiros meses à frente do Governo do Distrito Federal.
Segundo a candidata, a campanha conseguiu mostrar à população as ações desenvolvidas durante sua gestão. Celina também agradeceu o apoio recebido e declarou estar confiante no resultado das urnas.
“Foi uma campanha pacífica, de propostas e de mostrar o que fizemos nesses seis meses”, afirmou.
Celina relata ataques durante disputa
Apesar de classificar a campanha como pacífica, Celina afirmou ter sido alvo de ataques e acusações ao longo do período eleitoral. Segundo a governadora, sua equipe evitou responder aos adversários com o mesmo comportamento e procurou concentrar a comunicação nas entregas e nos compromissos para um eventual novo mandato.
A candidata também apostou na mobilização feminina como um dos fatores importantes para a reta final. Durante o ato, declarou acreditar que a força das mulheres terá participação decisiva no resultado da eleição no Distrito Federal.
Celina disse ainda estar “do lado certo da história” e afirmou que chega à votação com a sensação de dever cumprido.
A declaração, contudo, contrasta com alguns momentos de forte polarização registrados no próprio encerramento da campanha. Enquanto as lideranças defendiam tranquilidade, parte dos manifestantes entoou palavras de ordem contra o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O episódio demonstra que, embora a candidata tenha buscado associar sua imagem a uma campanha propositiva, o confronto ideológico entre direita e esquerda permaneceu presente até as últimas horas da disputa.
Ato reuniu lideranças conservadoras
O encerramento contou com a participação das senadoras Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, e Damares Alves, do Republicanos.
Também estiveram presentes deputados distritais e federais ligados ao campo conservador, além de apoiadores do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
A mobilização começou na Torre de TV e seguiu em direção ao Palácio do Buriti. Políticos permaneceram sobre um trio elétrico enquanto os apoiadores acompanhavam o percurso.
Milhares de eleitores ligados às candidaturas de Celina e Flávio participaram da concentração, segundo cobertura do ato realizada por veículos locais. correiobraziliense.com.br
Ao final, Celina, Michelle Bolsonaro e os demais participantes cantaram o Hino Nacional. O encerramento também teve uma oração coletiva do Pai-Nosso, reforçando a presença da pauta religiosa na campanha da candidata.
Aliança entre as campanhas de Celina e Flávio
O nome escolhido para a mobilização, “Bloco do 11 e 22”, representou a união entre as campanhas de Celina Leão e Flávio Bolsonaro no Distrito Federal.
Ao longo do segundo turno, a candidata do PP intensificou a aproximação com lideranças conservadoras e passou a dividir atos públicos com aliados do candidato presidencial.
A estratégia buscou consolidar o eleitorado de direita, especialmente entre os eleitores contrários ao PT. No primeiro turno, Celina obteve 49,93% dos votos válidos, ficando próxima de vencer sem a necessidade de uma nova votação. Leandro Grass, candidato do PT, alcançou 34,47%. www1.folha.uol.com.br
Celina chegou à véspera da eleição na liderança das principais pesquisas. Levantamentos divulgados neste sábado por Datafolha, Quaest e AtlasIntel indicaram vantagem da governadora sobre Grass. noticias.uol.com.br
As pesquisas representam apenas o cenário encontrado durante as entrevistas e não substituem o resultado das urnas.
Segurança reforçada no centro de Brasília
O encerramento da campanha ocorreu em meio a uma operação especial de segurança na área central de Brasília. A Polícia Militar organizou pontos de acompanhamento na Torre de TV, na Rodoviária do Plano Piloto e nas proximidades do Museu Nacional.
A medida foi adotada porque apoiadores de Lula e Leandro Grass também realizaram uma mobilização na região central da capital. O objetivo das autoridades foi evitar o encontro entre grupos adversários e reduzir o risco de confrontos.
Mais cedo, carreatas de Celina e Grass chegaram a passar a menos de 300 metros uma da outra na Avenida Hélio Prates, entre Taguatinga e Ceilândia.
Segundo turno definirá comando do GDF
Os eleitores do Distrito Federal voltam às urnas neste domingo, 25 de outubro, para escolher entre Celina Leão e Leandro Grass.
Celina tenta conquistar um mandato completo após assumir definitivamente o Palácio do Buriti em março de 2026. Sua campanha apresenta como principais argumentos a experiência política, as ações executadas durante os primeiros meses de gestão e a promessa de continuidade dos programas públicos.
Grass tenta transformar o segundo turno em uma avaliação crítica da administração local e busca reunir eleitores de esquerda, centro e setores contrários à permanência do atual grupo político no Governo do Distrito Federal.
Com o encerramento da propaganda e dos eventos públicos, as campanhas entram agora no período de silêncio eleitoral. A decisão passa definitivamente para os eleitores.




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