Hino e oração marcam ato de Celina e Flávio no DF
Apoiadores encerraram mobilização em frente ao Palácio do Buriti após caminhada iniciada na Torre de TV na véspera do segundo turno
Sob as luzes dos celulares, apoiadores de Celina Leão e Flávio Bolsonaro cantaram o Hino Nacional diante do Palácio do Buriti. Apoiadores da governadora Celina Leão (PP) e do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) encerraram o último ato conjunto de campanha neste sábado (24) com o Hino Nacional e uma oração coletiva em frente ao Palácio do Buriti.
A mobilização, denominada “Bloco do 11 e 22”, começou na Torre de TV e percorreu a região central de Brasília. Os participantes acompanharam um trio elétrico até a sede do Governo do Distrito Federal, transformando o encerramento da campanha em uma demonstração de apoio às duas candidaturas.
Celina e a senadora Michelle Bolsonaro (PL) convocaram o público para cantar o Hino Nacional. Após o momento cívico, Michelle conduziu uma oração do Pai-Nosso, encerrando oficialmente a manifestação.
Aliança conservadora ocupa o centro de Brasília
O ato reuniu importantes nomes do campo conservador. Participaram as senadoras Michelle Bolsonaro, Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos), além de deputados distritais e federais aliados das campanhas de Celina e Flávio.
Entre os parlamentares presentes estavam os distritais Victor Jansen, Estefane Sampaio e André Kubitschek, todos do PL, além dos deputados federais Izalci Lucas e Thiago Manzoni.
As lideranças acompanharam o percurso sobre o trio elétrico, enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Palácio do Buriti. A concentração reuniu milhares de apoiadores na região central da capital. www.correiobraziliense.com.br
As luzes dos celulares foram acionadas durante o Hino Nacional, criando uma cena simbólica no encerramento da agenda pública das duas campanhas.
Ato combina política, civismo e religião
O encerramento com o Hino Nacional e uma oração reforçou três elementos presentes durante toda a campanha conservadora: patriotismo, religiosidade e rejeição ao Partido dos Trabalhadores.
Durante o trajeto, participantes entoaram palavras de ordem contra o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As manifestações revelaram que, embora Celina tenha classificado sua campanha como pacífica e voltada à apresentação de propostas, a polarização nacional permaneceu presente até o último ato.
A campanha da governadora procurou unir sua imagem administrativa à força eleitoral do grupo bolsonarista no Distrito Federal. Já a candidatura de Flávio buscou aproveitar a presença de lideranças locais e nacionais para ampliar a mobilização na capital.
União simbolizada pelos números 11 e 22
O nome “Bloco do 11 e 22” faz referência aos números de Celina Leão e Flávio Bolsonaro nas urnas.
A aliança foi fortalecida durante o segundo turno, com a realização de carreatas, encontros políticos e atos conjuntos. Michelle Bolsonaro teve presença destacada na campanha do DF e participou de diferentes agendas ao lado da governadora.
Celina disputa a reeleição contra Leandro Grass (PT). No primeiro turno, a governadora obteve 49,93% dos votos válidos, enquanto Grass alcançou 34,47%. www1.folha.uol.com.br
Na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro enfrenta o presidente Lula. A votação ocorre neste domingo, 25 de outubro.
Segurança foi reforçada durante as manifestações
A Polícia Militar do Distrito Federal organizou uma operação especial para acompanhar os atos realizados na área central de Brasília.
Enquanto os apoiadores de Celina e Flávio se concentravam na Torre de TV, eleitores de Lula e Leandro Grass participavam de outra mobilização nas proximidades do Museu Nacional da República.
Foram montadas frentes de segurança na Torre de TV, na Rodoviária do Plano Piloto e no Museu Nacional, com o objetivo de evitar confrontos entre grupos adversários. cerradoemfocodf.com.br
As manifestações terminaram sem registro de confronto relevante.
Campanhas encerram mobilizações de rua
Com o fim do ato em frente ao Palácio do Buriti, as campanhas encerraram suas principais atividades públicas antes da votação.
Celina chega ao segundo turno defendendo a continuidade dos programas implementados durante seus primeiros meses à frente do GDF. Grass tenta reunir eleitores contrários à atual administração e ampliar a votação obtida pelo PT no primeiro turno.
No cenário nacional, Flávio e Lula disputam uma eleição marcada pela intensa polarização e pela mobilização de grandes grupos nas ruas e nas redes sociais.
A decisão final pertence aos eleitores, que voltam às urnas neste domingo para escolher o próximo governador do Distrito Federal e o presidente da República.




COMENTÁRIOS