DF mantém emergência zoossanitária durante alerta nacional para gripe aviária
Governo do Distrito Federal reforça fiscalização e medidas preventivas contra avanço do vírus H5N1
Distrito Federal mantém emergência zoossanitária enquanto durar alerta nacional contra a gripe aviária no Brasil. O Governo do Distrito Federal decretou que a situação de emergência zoossanitária no DF permanecerá válida enquanto durar o alerta nacional relacionado à gripe aviária no Brasil. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e acompanha a prorrogação do estado de emergência nacional determinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O decreto nº 48.582/2026, assinado pela governadora Celina Leão, altera uma norma publicada anteriormente em 2023, que estabelecia prazo fixo de 180 dias para a emergência sanitária. Com a nova decisão, o período passa a acompanhar automaticamente o tempo de vigência do alerta nacional contra a influenza aviária H5N1.
Segundo o governo local, a medida mantém ações de monitoramento, fiscalização e preparação para possíveis ocorrências da doença no Distrito Federal. O objetivo é garantir resposta rápida caso surjam focos da gripe aviária na capital.
Em março deste ano, o Ministério da Agricultura prorrogou por mais 180 dias a emergência zoossanitária em todo o território nacional devido à circulação do vírus H5N1, considerado altamente patogênico entre aves.
Embora o Brasil ainda não tenha registrado transmissão sustentada entre humanos, especialistas seguem monitorando a evolução do vírus devido ao potencial risco sanitário global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém vigilância sobre variantes da influenza aviária em diversos países.
No Distrito Federal, autoridades reforçam que não há motivo para pânico, mas alertam sobre a importância da vigilância sanitária, principalmente em áreas rurais, granjas, criadouros e locais com circulação de aves silvestres.
O único registro envolvendo suspeita relacionada à gripe aviária no DF ocorreu em 2025, após a morte de um irerê espécie de pato silvestre, no Zoológico de Brasília. O caso elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias locais.
Especialistas apontam que medidas preventivas são fundamentais para evitar impactos econômicos e sanitários no setor avícola brasileiro, um dos maiores exportadores de proteína animal do mundo.
Além do monitoramento veterinário, o decreto permite continuidade de protocolos emergenciais de controle, isolamento e investigação sanitária em possíveis casos suspeitos.
A ampliação do alerta também ocorre em meio à preocupação internacional com doenças de potencial pandêmico após os impactos globais causados pela Covid-19, cenário que aumentou a pressão por respostas rápidas diante de novos surtos virais.




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