Número de casas interditadas sobe para 27 após explosão no Jaguaré em São Paulo

Defesa Civil mantém área sob monitoramento enquanto famílias atingidas recebem auxílio emergencial e apoio habitacional

Agência Brasil
Número de casas interditadas sobe para 27 após explosão no Jaguaré em São Paulo Defesa Civil mantém 27 imóveis interditados após explosão causada por vazamento de gás no bairro do Jaguaré, em São Paulo.

Subiu para 27 o número de imóveis interditados após a explosão registrada no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. O acidente aconteceu na última segunda-feira (11) durante uma obra envolvendo tubulação de gás e deixou um morto, três feridos e dezenas de famílias desalojadas.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, até a noite desta quarta-feira (13), 112 imóveis haviam passado por vistoria técnica. Desses, 86 foram liberados para retorno dos moradores, enquanto 27 apresentaram danos estruturais considerados graves e permanecem interditados.

As inspeções foram realizadas por equipes da Defesa Civil, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sabesp e Comgás. Uma nova comissão técnica foi mobilizada para reavaliar as condições estruturais das residências interditadas e definir quais imóveis poderão ser recuperados.

O acidente ocorreu após uma explosão ligada a uma tubulação de gás durante obras da Sabesp na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II. O impacto destruiu imóveis, lançou destroços a metros de distância e gerou cenas de pânico entre moradores da região.

A vítima fatal foi identificada como Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos. Outras três pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave após sofrerem múltiplos traumatismos.

Após o acidente, o governo paulista informou que 232 pessoas foram cadastradas para receber auxílio emergencial de R$ 5 mil destinado às despesas imediatas das famílias atingidas. Parte dos moradores também está sendo acolhida temporariamente em hotéis.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) notificou oficialmente Sabesp e Comgás para apresentação de explicações técnicas sobre o acidente. As concessionárias terão de entregar documentos e laudos periciais para análise do órgão regulador.

O governador Tarcísio de Freitas anunciou a suspensão de 30 obras semelhantes realizadas pela Sabesp até revisão completa dos protocolos de segurança utilizados nas intervenções subterrâneas.

A tragédia reacendeu debates sobre fiscalização em obras urbanas, segurança operacional de concessionárias e impactos da privatização da Sabesp, concluída em 2024. Entidades técnicas e sindicatos passaram a cobrar apuração rigorosa das causas do acidente e revisão dos procedimentos adotados nas obras de infraestrutura.

Moradores afetados também discutem ações coletivas contra as empresas responsáveis, alegando perdas materiais, insegurança e abandono após a explosão.







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