Maioria dos jovens brasileiros trabalha ou estuda, mas 6,2 milhões ainda estão fora da escola e do mercado
Diagnóstico do Ministério do Trabalho mostra avanço na ocupação juvenil, porém alerta para o número de jovens que não estudam nem trabalham
Agência Brasil
Estudo do Ministério do Trabalho mostra que 13,9 milhões de jovens estão empregados, mas 6,2 milhões ainda permanecem fora da escola e do mercado de trabalho.
Estudo do Ministério do Trabalho mostra que 13,9 milhões de jovens estão empregados, mas 6,2 milhões ainda permanecem fora da escola e do mercado de trabalho. Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que a maior parte dos brasileiros entre 14 e 24 anos está inserida no mercado de trabalho, na educação ou consegue conciliar as duas atividades. Apesar desse cenário positivo, o país ainda contabiliza 6,2 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, grupo conhecido como "nem-nem".
O estudo, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do eSocial, mostra que o Brasil possui 32,9 milhões de pessoas na faixa etária de 14 a 24 anos. Deste total, 13,9 milhões estão ocupados, representando o maior grupo entre os jovens economicamente ativos.
Além dos que trabalham, 12,8 milhões se dedicam exclusivamente aos estudos, enquanto outros 4,3 milhões conseguem conciliar emprego e educação. Juntos, esses grupos representam cerca de 52% da juventude brasileira conectada ao sistema educacional.
O levantamento também revela que a situação dos chamados "nem-nem" apresenta um comportamento sazonal. No primeiro trimestre de 2026, o número cresceu 12,7% em relação ao trimestre anterior, passando de 5,5 milhões para 6,2 milhões. Segundo o Ministério do Trabalho, esse aumento costuma ocorrer no início do ano em razão do encerramento de contratos temporários e da transição do calendário escolar.
Apesar da alta temporária, o governo destaca que a tendência de longo prazo continua sendo de redução desse grupo. Ainda assim, o contingente representa 18,7% da população jovem do país e permanece como um dos principais desafios das políticas públicas voltadas à educação, qualificação profissional e empregabilidade. O estudo aponta que as mulheres são as mais afetadas pela condição de não estudar nem trabalhar.
Outro dado considerado positivo é o avanço da escolaridade. Atualmente, 73% dos jovens brasileiros possuem pelo menos o ensino médio completo, e mais de 2,3 milhões frequentam o ensino superior. No entanto, o desemprego continua elevado entre quem está iniciando a vida profissional: a taxa é de 25,1% entre adolescentes de 14 a 17 anos e de 13,8% entre jovens de 18 a 24 anos, percentual superior ao dobro da média nacional.
Especialistas avaliam que o desafio deixou de ser apenas criar vagas de trabalho e passou a incluir a permanência dos jovens no emprego, a qualificação profissional e a oferta de oportunidades compatíveis com o nível de escolaridade alcançado pela nova geração.




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