Baixa reserva ovariana | Caso de Isis Valverde acende alerta sobre fertilidade
Atriz revelou dificuldades para engravidar aos 39 anos; especialistas explicam o que a redução da reserva ovariana significa e quando buscar avaliação médica.
Aos 39 anos, Isis Valverde revelou baixa reserva ovariana durante investigação sobre dificuldades para engravidar. A atriz Isis Valverde, de 39 anos, revelou que enfrenta dificuldades para engravidar do marido, o empresário Marcus Buaiz. Durante a investigação médica, exames apontaram uma reserva ovariana abaixo do esperado, condição que despertou dúvidas sobre suas possibilidades de uma nova gestação.
Mãe de Rael, de sete anos, Isis chegou a considerar a possibilidade de estar passando por uma menopausa precoce, hipótese posteriormente descartada pelos médicos. Segundo relatos publicados sobre o caso, a atriz também afirmou que alterações em seu organismo foram associadas à doença celíaca e que houve impacto hormonal durante o período em que tentava engravidar.
O caso coloca em evidência uma questão importante para mulheres que planejam a maternidade em idade mais avançada: ter baixa reserva ovariana significa ser infértil? A resposta dos especialistas é não.
Reserva ovariana baixa não é sinônimo de infertilidade
A reserva ovariana está relacionada principalmente à quantidade de óvulos disponíveis nos ovários e pode ajudar os médicos a estimar, entre outros fatores, como uma paciente poderá responder a determinados tratamentos de reprodução assistida.
Segundo a ginecologista e especialista em reprodução humana Larissa Abib Daun, ouvida pela coluna de Fábia Oliveira, o resultado não deve ser interpretado isoladamente. A fertilidade também depende da idade, qualidade dos óvulos, regularidade da ovulação, condições do útero e das trompas, além de fatores relacionados ao parceiro.
Isso significa que uma mulher com reserva ovariana reduzida ainda pode engravidar, inclusive naturalmente. O diagnóstico, entretanto, pode influenciar o planejamento reprodutivo e indicar a necessidade de uma avaliação mais individualizada.
Idade também entra nessa equação
Aos 39 anos, outro fator ganha relevância: a idade reprodutiva.
Quantidade e qualidade dos óvulos são conceitos diferentes. Conforme explicou o ginecologista e obstetra César Patez, existe uma redução natural da quantidade de óvulos ao longo da vida e, com o avanço da idade, também ocorre diminuição de sua qualidade. Por isso, diante de dificuldade para engravidar próximo dos 40 anos, a recomendação é não postergar a avaliação especializada.
O alerta não significa que a gravidez natural seja impossível nessa faixa etária. O ponto central é que o tempo passa a ter maior peso nas decisões relacionadas à fertilidade.
Isis segue tentando engravidar naturalmente
Após acompanhamento e tratamento, Isis relatou que seus ciclos menstruais voltaram à regularidade e que decidiu continuar tentando engravidar naturalmente. A atriz tem abordado o processo de forma pública, incluindo as frustrações provocadas por exames e tentativas sem o resultado esperado.
O caso também reacende a discussão sobre planejamento reprodutivo e congelamento de óvulos. Especialistas ressaltam que a preservação da fertilidade pode ampliar possibilidades futuras, mas não representa garantia de gravidez. A idade em que os óvulos são congelados também influencia esse planejamento.
Além disso, uma avaliação pré-concepcional pode considerar histórico clínico, medicamentos utilizados, vacinação, exames e outros fatores de saúde relevantes antes de uma tentativa de gestação.
O relato de Isis, portanto, ajuda a esclarecer uma diferença fundamental: reserva ovariana baixa é uma informação importante sobre a saúde reprodutiva, mas não determina sozinha se uma mulher conseguirá ou não engravidar.




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