TSE fecha acordo para ampliar energia solar e tornar Eleições 2026 mais sustentáveis
Parceria com CEB e Terracap permitirá que geração fotovoltaica compense 100% do consumo anual de eletricidade do Tribunal; usina no Catetinho recebeu investimento de R$ 15,8 milhões
TSE firma acordo para ampliar geração solar nas Eleições 2026. Nova usina tem 5.628 painéis e recebeu investimento de R$ 15,8 milhões. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou um acordo para ampliar o uso de energia renovável durante as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa prevê que a eletricidade produzida por uma usina fotovoltaica instalada no Catetinho, no Distrito Federal, seja utilizada para compensar o consumo energético da Corte.
O acordo foi assinado na terça-feira (1º) pelo TSE, pela Companhia Energética de Brasília (CEB) e pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Participaram da cerimônia o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o presidente da CEB, Elie Chidiac, e o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.
Com a integração da nova estrutura à unidade solar que já funciona na sede do Tribunal, 2026 será o primeiro ano eleitoral em que todo o consumo anual de eletricidade do TSE poderá ser compensado por geração solar, segundo a Justiça Eleitoral.
Usina recebeu investimento de R$ 15,8 milhões
A nova usina fotovoltaica foi construída pelo Consórcio CEB Par-Terracap e recebeu investimento de R$ 15,8 milhões.
A estrutura conta com 5.628 painéis solares e possui potência instalada de 4,024 megawatts-pico (MWp). A estimativa é que o complexo seja capaz de produzir aproximadamente 7,7 milhões de quilowatts-hora (kWh) por ano.
A produção será complementar à geração realizada pela unidade fotovoltaica de aproximadamente 1 MW já instalada na sede do TSE, em Brasília.
Com as duas estruturas funcionando de maneira integrada, a expectativa é alcançar energia solar suficiente para compensar integralmente o consumo anual de eletricidade do Tribunal.
Isso não significa que o prédio funcionará exclusivamente conectado aos painéis solares durante todo o tempo. O modelo envolve compensação energética, considerando a eletricidade gerada pelas instalações fotovoltaicas em relação ao consumo da instituição.
Obras estão próximas da conclusão
As obras da usina instalada no Catetinho começaram em maio e, de acordo com o TSE, já atingiram 98% de execução. A conclusão está prevista para ocorrer em breve.
A implantação da estrutura amplia a participação de fontes renováveis na operação da Justiça Eleitoral e também busca reduzir despesas relacionadas ao fornecimento de eletricidade.
Além do impacto ambiental, a iniciativa está inserida em uma estratégia de eficiência energética na administração pública.
Eleições 2026 terão marco na geração solar
O acordo ganha relevância especialmente pela proximidade das eleições gerais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.
Segundo o TSE, a integração das duas unidades fará das Eleições 2026 o primeiro pleito em que a geração solar será suficiente para compensar 100% do consumo anual de energia elétrica do próprio Tribunal.
A medida também representa uma expansão da infraestrutura sustentável dentro da administração pública federal, ao combinar geração de energia renovável, redução potencial de gastos e menor dependência de eletricidade proveniente de outras fontes.
A iniciativa ocorre em um período de intensa preparação da Justiça Eleitoral para outubro. Além das medidas operacionais relacionadas à votação, o Tribunal trabalha na estrutura de divulgação dos resultados, segurança, acessibilidade e organização da cobertura jornalística do pleito.
Sustentabilidade passa a integrar estrutura eleitoral
Embora a energia gerada no Catetinho não esteja diretamente relacionada ao funcionamento individual das urnas eletrônicas espalhadas pelo país, o projeto reduz o impacto energético associado às atividades do TSE.
A iniciativa também pode servir como referência para a ampliação de projetos semelhantes em prédios e estruturas públicas.
Com a usina próxima da conclusão e o acordo firmado, a Justiça Eleitoral chega às Eleições 2026 incorporando a sustentabilidade à estrutura administrativa necessária para a realização do maior processo eleitoral do país.
Confira as informações oficiais do TSE




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