GDF cria grupo para construir Plano Distrital de Envelhecimento
Iniciativa terá participação do Conselho dos Direitos do Idoso e da sociedade civil e deverá definir diretrizes para políticas públicas voltadas ao envelhecimento no Distrito Federal
GDF instituiu grupo com 18 integrantes para elaborar, de forma participativa, o Plano Distrital de Envelhecimento. O Governo do Distrito Federal (GDF) instituiu um grupo de trabalho responsável pela elaboração do Plano Distrital de Envelhecimento. A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (15) e será desenvolvida no âmbito do Conselho dos Direitos do Idoso do DF (CDI-DF).
A criação do grupo ocorre em um contexto no qual o envelhecimento da população amplia a necessidade de planejamento público de longo prazo. Saúde, assistência social, mobilidade, acessibilidade, proteção contra violência, autonomia e inclusão estão entre as áreas diretamente impactadas pelo crescimento da população idosa.
Grupo terá 18 integrantes
Segundo as informações divulgadas, o grupo de trabalho terá 18 integrantes e caráter temporário. Participarão representantes de comissões do Conselho dos Direitos do Idoso e integrantes do Fórum Distrital da Sociedade Civil em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (FDDPI).
A composição inclui membros da Comissão de Políticas Públicas e Articulação com os Conselheiros Setoriais e Normas e da Comissão de Orçamento, Financiamento e Gestão do Fundo do Idoso.
O cronograma das reuniões será definido pelos próprios participantes.
Documento deverá ser construído de forma participativa
Uma das principais atribuições do grupo será elaborar o Plano Distrital de Envelhecimento de maneira participativa, reunindo representantes do CDI-DF e da sociedade civil.
Para chegar ao documento final, o GT poderá promover estudos, reuniões e outras atividades necessárias à formulação das propostas. Depois de concluído, o plano ainda precisará ser encaminhado ao plenário do Conselho dos Direitos do Idoso do DF, responsável por analisar e aprovar o texto.
A criação do grupo, portanto, representa apenas o início do processo. O conteúdo definitivo do plano e as políticas que efetivamente poderão ser implementadas dependerão das discussões e da aprovação posterior.
Desafio será transformar planejamento em política pública
A elaboração de um plano específico para o envelhecimento pode permitir que diferentes áreas do governo trabalhem de maneira articulada diante das mudanças demográficas.
Mas a efetividade da iniciativa dependerá de questões que vão além da criação formal do grupo. Metas mensuráveis, prazos, definição de responsabilidades, previsão orçamentária e mecanismos de acompanhamento serão importantes para que o futuro documento produza efeitos concretos.
Outro ponto relevante será a participação das próprias pessoas idosas e das organizações que representam esse público. Ouvir quem utiliza os serviços públicos pode contribuir para identificar problemas que nem sempre aparecem nos indicadores administrativos.
Com a instituição do GT, começa agora a etapa de elaboração. A próxima questão será saber quais prioridades entrarão no Plano Distrital de Envelhecimento e como o Distrito Federal pretende transformar essas diretrizes em ações permanentes.




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