Código IMEI se torna arma da Polícia Civil contra roubo de celulares no DF

Operação da PCDF já recuperou quase 16 mil aparelhos desde 2021 e reforça importância de registrar número de identificação do celular


Código IMEI se torna arma da Polícia Civil contra roubo de celulares no DF Polícia Civil do DF utiliza código IMEI para rastrear celulares roubados e já recuperou quase 16 mil aparelhos desde 2021.

O número de identificação IMEI, muitas vezes ignorado pelos usuários, tem se tornado uma das principais ferramentas da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no combate ao roubo e furto de celulares. A corporação divulgou que a Operação Rastreamento Final recuperou e devolveu recentemente 284 aparelhos aos proprietários no DF.

Segundo a PCDF, desde 2021 já foram recuperados 15.892 dispositivos móveis por meio do rastreamento eletrônico realizado com auxílio do código IMEI — sequência numérica única que funciona como uma espécie de “RG” do celular.

O sistema permite que investigadores identifiquem aparelhos roubados mesmo após troca de chip, redefinição de configurações ou revenda ilegal. A tecnologia também auxilia no bloqueio do funcionamento dos dispositivos em redes de telefonia.

Especialistas em segurança digital alertam que muitas vítimas ainda desconhecem a importância de guardar o número IMEI do aparelho. Sem esse registro, o processo de rastreamento e identificação policial pode se tornar mais lento e dificultar a recuperação do celular.

O código pode ser acessado digitando *#06# no próprio aparelho ou consultando a embalagem original do dispositivo. A recomendação das autoridades é armazenar a numeração em local seguro logo após a compra do celular.

Nos últimos anos, o roubo de smartphones se transformou em um dos crimes patrimoniais mais frequentes nos grandes centros urbanos brasileiros. Além do prejuízo financeiro, criminosos passaram a utilizar os aparelhos para acessar contas bancárias, redes sociais e aplicativos pessoais das vítimas.

A PCDF afirma que o rastreamento por IMEI também tem ajudado a identificar receptadores e desmontar redes de comércio ilegal de aparelhos roubados. Parte dos celulares recuperados era revendida em feiras, marketplaces e plataformas digitais.

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas afirmam que o combate ao mercado clandestino ainda enfrenta dificuldades devido à alta demanda por aparelhos usados e à velocidade das revendas ilegais após os crimes.

Outro desafio é conscientizar a população sobre medidas preventivas. Autoridades recomendam ativar senhas fortes, autenticação em dois fatores, rastreamento remoto e bloqueio imediato após roubos ou furtos.

A devolução dos aparelhos recuperados também representa impacto emocional importante para vítimas, principalmente diante da quantidade de informações pessoais armazenadas nos dispositivos atualmente.

A Polícia Civil reforça que registrar boletim de ocorrência rapidamente aumenta as chances de recuperação do aparelho e contribui para alimentar bancos de dados utilizados nas operações de rastreamento.






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